A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que investiga
Uma das novas denúncias refere-se a um crime ocorrido em 2023, quando a vítima tinha 14 anos. Em depoimento à 12ª DP (Copacabana) nesta segunda-feira (2), a jovem relatou que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência para chantageá-la. O crime teria ocorrido na residência de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia nesta terça-feira (3) após um período foragido.
“O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa”, revelou o delegado titular, Ângelo Lages.
Leia também
Suspeito de estupro coletivo no RJ é filho de subsecretário da pasta de Direitos Humanos Estupro coletivo no RJ: segundo foragido envolvido no caso se entrega à Polícia Civil
Novas frentes de investigação
Um
“Como está muito no começo das investigações ainda, não sei se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas”, esclareceu o delegado, que optou por não fornecer detalhes sobre o local ou a identidade da vítima para preservá-la.
A polícia solicitou a análise telemática de dispositivos apreendidos para recuperar dados e possíveis mídias que comprovem as agressões e as chantagens mencionadas.
Situação dos acusados
Até a publicação da reportagem, a situação jurídica dos envolvidos apresentava o seguinte cenário:
- Matheus Veríssimo Zoel Martins: Entregou-se nesta terça-feira (3).
- João Gabriel Xavier Bertho: Já está sob custódia. Seu advogado, Rafael de Piro, afirma que o réu nega o crime: “A Justiça de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia”.
- Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti: Permanecem foragidos.
- Adolescente (Colégio Pedro II): Suspeito de atrair as vítimas; ainda não possui mandado de apreensão expedido.
Em decorrência do envolvimento de seu filho, o subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simonin, será exonerado do cargo pelo Governo do Estado nesta terça-feira (3).
Gravidade dos relatos
O delegado Ângelo Lages reforçou a importância de outras possíveis vítimas procurarem a delegacia e detalhou a violência do primeiro caso registrado. “A adolescente que foi vítima [em Copacabana] saiu do apartamento muito abalada, mas ela conseguiu contar para o irmão, para a mãe, e a mãe não teve dúvida, procurou a polícia”, pontuou.
Segundo o laudo de corpo de delito da primeira vítima, as
“O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém [além do adolescente] em vários momentos”, destacou o delegado.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos demais réus. O espaço permanece aberto para manifestações.
* Com informações de Agência Brasil