Técnica de enfermagem denuncia ter sido vítima de injúria racial em quartel de BH

Mulher disse que foi chamada de negrinha e que a suspeita disse, ainda, que ‘não poderia chamá-la de preta, pois preta seria racismo’

Técnica de enfermagem Sara Valéria dos Santos, de 32 anos, denunciou ter sido vítima de injúria racial

A técnica de enfermagem Sara Valéria dos Santos, de 32 anos, denunciou ter sido vítima de injúria racial, nesta terça-feira (3), enquanto fazia um favor para uma amiga na 4ª Companhia de Polícia do Exército Brasileiro, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com ela, uma mulher, de 61 anos, a teria chamado de “negrinha” e dito, ainda, que “não poderia chamá-la de preta”, pois “seria racismo”.

“Essa senhora ainda virou e falou que poderia, sim, me chamar de negrinha, que me chamar de negrinha não seria crime, que ela não poderia me chamar de preta, e que ela não poderia me chamar de negra, mas de negrinha ela poderia me chamar sim. Ela me chamou várias vezes na frente de todas as pessoas que estavam lá aguardando atendimento (...) Ela me chamou de negrinha dentro da viatura da polícia militar”, contou a vítima, em entrevista à Itatiaia.

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De acordo com o registro policial, a idosa acusou a técnica de enfermagem de conspirar com um vizinho para usufruir dos bens deixados pelo pai dela, além da pensão, e iniciou os xingamentos de cunho racista. Ainda conforme a polícia, o benefício da mulher havia sido cancelado, o que motivou a visita dela, que mora em Uberlândia, ao batalhão da capital mineira.

A vítima relatou nunca ter visto a idosa na vida. Sara estava no batalhão para realizar o reconhecimento de vida de uma amiga, como procuradora. A injúria racial ocorreu enquanto ela esperava atendimento.

“Eu estava lá pra fazer um favor pra uma amiga, e essa mulher estava na porta do batalhão. De acordo com ela, ela veio de Uberlândia porque estava tendo um problema com a pensão que ela recebe. (...) Tanto eu quanto outras pessoas que estavam lá ficamos extremamente indignados com a fala dela. Ela estava tão tranquila da impunidade dela que ela falou pra várias pessoas ouvirem”, afirmou à Itatiaia.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) , que ouviu a suspeita por meio da Central Estadual do Plantão Digital. De acordo com a instituição, outras informações poderão ser repassadas à imprensa após os procedimentos de polícia judiciária.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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