Megaoperação contra o CV: policial morto durante confronto tinha 2 meses de corporação
A operação contra traficantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro já resultou na morte de 60 pessoas e na prisão de 81 suspeitos

Um dos quatro policiais mortos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho, nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro, tomou posse há dois meses. O policial civil Rodrigo Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna), levou um tiro na nuca durante o confronto.
Rodrigo é um dos policiais civis mortos na operação que mobilizou 2,5 mil agentes para combater o avanço territorial do Comando Vermelho (CV) e prender lideranças do tráfico do Rio e de outros estados.
Nas redes sociais, o policial compartilhava viagens com a esposa e a filha, brincadeiras em família e idas ao estádio Nilton Santos para acompanhar o Botafogo. Rodrigo é descrito pela esposa como "o melhor pai, marido e amigo".
Megaoperação
A megaoperação contra traficantes do Comando Vermelho (CV), realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro, resultou na morte de 60 pessoas e na prisão de 81 suspeitos. Durante a ação 32 fuzis foram apreendidos.
A operação, batizada de “Operação Contenção”, foi conduzida pelas polícias Civil e Militar nas favelas da Penha e do Alemão. O objetivo é impedir a expansão territorial da facção criminosa.
Deflagrada após mais de um ano de investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a ação contou com cerca de 2,5 mil agentes, além de drones, helicópteros, blindados e veículos utilizados para remoção de barricadas.
De acordo com o governo, a operação causou reflexos em toda a comunidade. Cinco unidades de Atenção Primária da Prefeitura, que atendem as regiões da Penha e do Complexo do Alemão, suspenderam as atividades nesta terça-feira. Uma clínica da família manteve o atendimento à população, mas suspendeu as atividades externas, como visitas domiciliares. Pelo menos 43 escolas também foram impactadas.
Um vídeo registrou o momento em que traficantes do Comando Vermelho (CV) lançaram bombas contra policiais usando um drone, durante a megaoperação. Barricadas em chamas também foram criadas pelos criminosos.
Linhas de ônibus afetadas
Ao todo, 120 linhas de ônibus estão com itinerários alterados e mais de 20 coletivos sequestrados.
Devido a alta recorrência de ônibus utilizados como barricadas em diferentes pontos da cidade, o Rio Ônibus informa que não há mais como apurar todas as ocorrências. A mobilidade urbana está afetada em inúmeros pontos da cidade. As principais regiões afetadas são: Anchieta, Méier, Serra Grajaú Jacarepagua, Av. Brasil, Linha Amarela, Cidade de Deus, Chapadão, Engenho da Rainha, Complexo do Alemão e Penha Nota da Rio Ônibus
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.





