Estupro coletivo: advogado confirma suspeito no local, mas nega participação no ato
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, se entregou à Polícia Civil nesta quarta (4); defesa afirmou que jovem ficará em silêncio

Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, suspeito participar de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17, confirmou que estava no apartamento no momento do crime, mas negou ter participado do ato. Isso foi o que o advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo, disse após o jovem se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (4).
Ele [Vitor Hugo] fala que não participou do ato, não participou do crime. O Vitor não tem como negar a presença dele no apartamento. Isso é fato.
Ele [Vitor Hugo] não tem o que temer e vai provar sua inocência. Ele se apresentou de cabeça erguida
"O Vitor Hugo está sendo execrado, julgado monocraticamente, sem o direito de ampla defesa, sem ter em seu favor a presunção de inocência. Essa é a grande verdade", disse. "Falo isto na condição de pai que sou, tenho um casal de filhos. Me ponho tanto do lado da suposta vítima, como me ponho do lado do meu assistido Vitor. A suposta vítima pode ter sido vítima desse brutal fato, como Vitor pode ser inocente, como acredito que é", completou.
Relembre o caso
O crime ocorreu dia 31 de janeiro. A vítima contou em depoimento que foi atraída pelo ex-namorado, menor de idade, até um apartamento, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
A menor foi recebida pelo ex na portaria do prédio e disse que o encontro teria a presença de outras pessoas, mas a menor disse à polícia que não teria concordado com a proposta. Já no apartamento, ela teria sido obrigada a praticar atos sexuais com quatro jovens maiores de idade.
A vítima afirmou que também foi agredida e impedida de sair do quarto. O exame de corpo de delito confirmou lesões nas partes íntimas da menor. A polícia acredita que a adolescente foi vítima de uma emboscada.
A Justiça aceitou as denúncias do Ministério Público, e os quatro acusados vão responder por estupro coletivo qualificado, por se tratar de uma menor de idade e por manter a vítima em cárcere privado.
O menor de idade, de 17 anos, envolvido no caso, e que levou a vítima ao apartamento onde o abuso teria ocorrido também é investigado, mas, até o momento, não tem contra si, um pedido de apreensão por parte da Justiça.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.




