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Cláudio Castro é condenado pelo TSE e fica inelegível até 2030

Ex-governador do Rio foi punido por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022; decisão também atinge Rodrigo Bacellar

Por e 
Claudio Castro diz que megaoperação contra o CV no Rio é 'duro golpe na criminalidade'
Cláudio Castro diz que megaoperação contra o CV no Rio é 'duro golpe na criminalidade' • Divulgação/ Rafael Wallace

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se tornou inelegível até 2030. Nesta terça-feira (24), ele foi julgado e condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A decisão aconteceu um dia após a renúncia do cargo de governador do Rio.

Foram cinco votos a dois para tornar o ex-governador inelegível por oito anos.

Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti e Cármen Lúcia, além dos ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. Apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques, indicados por Jair Bolsonaro, votaram contra a inelegibilidade de Castro.

Nas redes sociais, Cláudio Castro se manifestou após a decisão. Ele disse que tem plena convicção de que sempre governou o Rio dentro da legalidade e que recebeu a decisão com grande inconformismo. Castro afirmou ainda que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na votação que recebeu, o que, segundo ele, foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro.

Por fim, ele disse que pretende recorrer até a última instância para restabelecer o que considera um “desfecho justo para esse caso”.

Além de Cláudio Castro, o TSE também decidiu pela inelegibilidade de Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Contratações irregulares

Cláudio Castro foi julgado por suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, além de irregularidades em gastos de campanha e uso indevido da máquina pública.

As suspeitas envolvem contratações na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

Segundo a denúncia, 27 mil servidores temporários foram contratados para trabalhar às vésperas das eleições, mas teriam atuado como cabos eleitorais, gerando um custo de R$ 220 milhões aos cofres públicos.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.