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Vídeo: mãe de Eliza Samudio se pronuncia sobre desaparecimento de ex-mulher do goleiro Bruno

A mulher está desaparecida desde quinta-feira (2)

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Na foto, Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza
Na foto, Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza • Reprodução

Sonia Fatima Moura, mãe de Eliza Samudio, publicou um vídeo nas redes sociais comentando o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes. A mulher está desaparecida desde quinta-feira (2). A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) acredita que o desaparecimento tenha sido voluntário, sem indícios da prática de crime.

“O estado de Minas Gerais tem que dar uma resposta para a sociedade, ele não pode ser conivente com esse desaparecimento. A minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida. E até nos dias atuais não tenho resposta. A minha filha virou estatística, será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, disse Sonia. 

Desaparecimento

O desaparecimento de Dayanne foi registrado em um Boletim de Ocorrência (B.O) pelo atual marido dela na madrugada de sexta-feira (3). Ele relatou à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que, na manhã do dia anterior, a esposa havia saído de casa, informando que iria até à residência da mãe dela.

Mais tarde, por volta das 11h, Dayanne deixou os filhos aos cuidados da avó materna e não voltou para a casa, nem teve contato com outros familiares desde então, ainda de acordo com o B.O.

O homem ainda relatou aos policiais que, ao chegar na residência em que moram, encontrou diversas cartas de despedida — o que lhe causou preocupação sobre a integridade física da esposa.

No imóvel também estava o celular de Dayanne, que, segundo relatado pelo marido, possuía conversas com indivíduos que se identificavam como agiotas, nas quais havia cobranças por supostas dívidas.

Relatos divulgados à reportagem confirmaram que Dayanne possuía dívidas e que, inclusive, o carro dela teria sido subtraído pelos agiotas.

Relembre a morte de Eliza Samudio

O caso de Eliza Samudio chocou o Brasil em 2010 e envolveu o ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, então jogador do Flamengo. Ele foi condenado pela morte da modelo, com quem teve um filho. O corpo da vítima nunca foi encontrado, mas, em 2013, a Justiça emitiu a certidão de óbito.

Em julho de 2010, Eliza foi para um sítio localizado em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a pedido do ex-goleiro. Na viagem, ela desapareceu.

Durante as investigações, Bruno disse que a mulher havia ido embora do sítio por vontade própria e que abandonou o filho com uma pessoa conhecida dos dois. O menino foi achado em Ribeirão das Neves, também na Grande BH.

Ainda em junho, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) declarou Bruno suspeito do desaparecimento de Eliza. As investigações apontavam que o sumiço da modelo se devia à gravidez, que poderia "atrapalhar" o casamento de Bruno e manchar a reputação do goleiro. Na época, o futebolista negociava para ser transferido do Flamengo para o Milan, da Itália.

Em 6 de julho de 2010, um primo do goleiro, então com 17 anos, foi encontrado na residência de Bruno, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e afirmou ter dado uma coronhada em Eliza. Desacordada, ela teria sido esquartejada a mando de Bruno. O adolescente disse que os restos mortais foram dados a cachorros da raça rottweiler e os ossos da modelo teriam sido concretados.

A Justiça de Minas Gerais expediu o mandado de internação do adolescente que prestou depoimento e a prisão preventiva de Bruno e outras sete pessoas.

A Justiça do Rio de Janeiro também determinou a prisão preventiva de Bruno e Luiz Henrique Romão, conhecido como ‘Macarrão’, pelo sequestro e cárcere privado de Eliza, ocorrido em outubro de 2009. Bruno e Macarrão se entregaram à polícia no Rio e foram transferidos para Minas Gerais, onde ocorreu o julgamento.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.