Ex-mulher de goleiro Bruno desaparecida foi julgada e absolvida no caso Eliza Samúdio; entenda
Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho do jogador com Eliza

Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, que está desaparecida desde quinta-feira (2), era esposa do goleiro Bruno Fernandes quando Eliza Samúdio desapareceu, em junho de 2010.
A mulher chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho do jogador com Eliza. Na época, a acusação apontava que Dayanne teria ficado com Bruninho no sítio do goleiro em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e dito, em depoimento à polícia, que Eliza tinha abandonado o bebê.
Porém, em 2013, quando Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão — pelo sequestro do filho e pela morte e ocultação do cadáver de Eliza —, Dayanne foi absolvida pelo júri.

Relembre a morte de Eliza Samudio
O caso de Eliza Samudio chocou o Brasil em 2010 e envolveu o ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, então jogador do Flamengo. Ele foi condenado pela morte da modelo, com quem teve um filho. O corpo da vítima nunca foi encontrado, mas, em 2013, a Justiça emitiu a certidão de óbito.
Em julho de 2010, Eliza foi para um sítio localizado em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a pedido do ex-goleiro. Na viagem, ela desapareceu.
Durante as investigações, Bruno disse que a mulher havia ido embora do sítio por vontade própria e que abandonou o filho com uma pessoa conhecida dos dois. O menino foi achado em Ribeirão das Neves, também na Grande BH.
Ainda em junho, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) declarou Bruno suspeito do desaparecimento de Eliza. As investigações apontavam que o sumiço da modelo se devia à gravidez, que poderia "atrapalhar" o casamento de Bruno e manchar a reputação do goleiro. Na época, o futebolista negociava para ser transferido do Flamengo para o Milan, da Itália.
Em 6 de julho de 2010, um primo do goleiro, então com 17 anos, foi encontrado na residência de Bruno, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e afirmou ter dado uma coronhada em Eliza. Desacordada, ela teria sido esquartejada a mando de Bruno. O adolescente disse que os restos mortais foram dados a cachorros da raça rottweiler e os ossos da modelo teriam sido concretados.
A Justiça de Minas Gerais expediu o mandado de internação do adolescente que prestou depoimento e a prisão preventiva de Bruno e outras sete pessoas.
A Justiça do Rio de Janeiro também determinou a prisão preventiva de Bruno e Luiz Henrique Romão, conhecido como ‘Macarrão’, pelo sequestro e cárcere privado de Eliza, ocorrido em outubro de 2009. Bruno e Macarrão se entregaram à polícia no Rio e foram transferidos para Minas Gerais, onde ocorreu o julgamento.
O julgamento de Bruno Fernandes, Luiz Henrique Romão, Marcos Aparecido dos Santos, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Fernanda Gomes de Castro, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza foi realizado em Contagem, na Grande BH, em 19 de novembro de 2012.

O que se sabe sobre o desaparecimento de Dayanne
- Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, foi vista pela última vez nessa quinta-feira (2) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
- O marido de Dayanne procurou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na madrugada desta sexta-feira (3) e relatou à corporação que, na manhã do dia anterior, a esposa havia saído de casa, informando que iria até à residência da mãe dela. Ela deixou os filhos com a avó, mas não voltou para casa e não teve contato com outros familiares.
- Na residência em que eles moravam, o homem encontrou várias cartas de despedida e o celular de Dayanne, que, segundo relatado ao marido, possuía conversas com indivíduos que se identificavam como agiotas, nas quais havia cobranças por supostas dívidas.
- A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que as diligências, até o momento, apontam, em princípio, que o caso se trata de um desaparecimento voluntário, sem indícios da prática de crime.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



