Diarista que matou idosos em BH continua presa após audiência de custódia
Paola Stefany Neto Cirino foi presa nessa quarta (1º) suspeita de matar Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio

O Tribunal de Justiça (TJMG) determinou na tarde desta sexta-feira (3) a prisão preventiva de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte.
A mulher confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido nessa segunda-feira (29) no apartamento das vítimas, localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul.
A decisão que converteu a prisão da diarista de flagrante para preventiva é da juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia de Belo Horizonte (CEAC-BH).
A magistrada reforçou que os laudos periciais apontaram a ausência de remédios psiquiátricos ou entorpecentes no organismo de Paola Stefany. Além disso, a juíza afirmou que nenhum documento foi apresentado para confirmar que a mulher seja portadora de patologia psiquiátrica.
Paola Stefany Neto Cirino foi presa pela Polícia Civil (PCMG) na noite dessa quarta-feira (1º) em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Aos policiais, ela confessou a autoria do latrocínio.
- Leia mais: Do 1º dia de trabalho à prisão: a linha do tempo da morte de casal de idosos por diarista
Defesa da diarista se posiciona
Em vídeo enviado à Itatiaia nessa quinta-feira (2), o advogado de defesa de Paola, Bruno Correia, destacou que as ações da defesa serão devidamente apresentadas ao longo do processo.
"Respeitando os terceiros envolvidos nessa futura ação penal, os familiares e também as vítimas, para que, dessa forma, a defesa possa fazer o seu trabalho da melhor forma possível e garantir que a ampla defesa e o contraditório sejam devidamente respeitados ao longo do processo penal", disse.
Ele ainda informou que vai avaliar se pedirá exame de insanidade mental da diarista.
"Nós faremos um estudo muito responsável e técnico dessa documentação [laudo de saúde mental] para verificar se, ao longo da ação penal, nós formalizaremos algum pedido de insanidade mental da mesma", afirmou o advogado.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



