Por que o Hospital da Baleia tem esse nome?
Instituição filantrópica completa 82 anos neste sábado (4)

Moradores de Belo Horizonte devem conhecer o Hospital da Baleia, localizado na Região Leste da capital mineira. Mas há um mistério por trás da instituição, que completa 82 anos neste sábado (4): Por que ela tem esse nome?
Existem diferentes versões para essa pergunta. Uma delas diz que o encontro das serras ao redor da antiga fazenda lembrava a cauda de uma baleia. Outra conta que a área de cerca de três milhões de metros quadrados vista do alto teria o formato do animal.
Mas, como explica Tereza da Gama Guimarães Paes, presidente da Fundação Benjamin Guimarães, mantenedora do hospital, há uma terceira explicação: "Nos terrenos existem diversas nascentes que formam córregos. Durante muitos anos, as crianças da região vinham brincar aqui, nos gramados e na mata, para pegar girinos. Então elas diziam umas às outras: 'vamos lá pegar a baleinha'. Essa história foi passando de geração em geração e, para mim, é a versão mais fiel para a origem do nome”.
O hospital
A instituição foi fundada em 1944 pelo industrial têxtil Benjamin Ferreira Guimarães para enfrentar o tratamento de crianças acometidas pela tuberculose. Incentivado pelo filho, o médico Antônio Mourão Guimarães, Benjamin doou 20 milhões de cruzeiros para erguer as instalações em um terreno pertencente à antiga Fazenda do Baleia, área situada na mata de mesmo nome e cedida pelo então governo do estado.
Desde 2023, o Hospital da Baleia atua exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, oferece mais de 30 especialidades médicas – entre oncologia, ortopedia, nefrologia, pediatria, tratamento de fissuras labiopalatais e saúde da mulher – e atende pacientes encaminhados pelas secretarias municipais de saúde de todo o estado.
No entanto, a sustentabilidade da instituição depende de um esforço coletivo. Cerca de 25% da receita anual vem de doações de pessoas físicas, empresas e emendas parlamentares. "Nosso único cliente é o SUS. Estamos ampliando nossa capacidade de atendimento graças ao trabalho de uma equipe extremamente qualificada e ao apoio da sociedade. A solidariedade é essencial para que possamos continuar oferecendo assistência humanizada e gratuita para quem mais precisa", destaca a presidente.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.



