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Vale do Aço concentra dois terços dos casos de Chikungunya registrados em Minas

Macrorregião teve 2.048 casos confirmados; Timóteo é a cidade com o maior número de notificações

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Mosquito do tipo Aedes é responsável pela disseminação do Dengue e Chikungunya
Mosquito do tipo Aedes é responsável pela disseminação do Dengue e Chikungunya • Divulgação/Fiocruz

A macrorregião do Vale do Aço, no leste de Minas Gerais, concentra dois terços, ou 66%, dos casos de Chikungunya registrados em Minas Gerais, entre os dias 1° e 22 de janeiro.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), divulgado nesta segunda-feira (22), o estado teve 4.353 notificações de casos prováveis da doença, dos quais 3.067 foram confirmados.

Ao todo, o Vale do Aço recebeu 2.559 notificações de possíveis casos de Chikungunya. Destes, 2.048 foram confirmados.

Veja o número de casos prováveis por cidade do Vale do Aço:

  • Açucena - 4
  • Antônio Dias - 1
  • Belo Oriente - 24
  • Bom Jesus do Galho - 19
  • Braúnas - 9
  • Bugre - 15
  • Caratinga - 2
  • Coronel Fabriciano - 24
  • Córrego Novo - 0
  • Dionísio - 1
  • Dom Cavati - 5
  • Entre Folhas - 0
  • Iapu - 5
  • Imbé de Minas - 0
  • Inhapim - 4
  • Ipaba - 15
  • Ipatinga - 755
  • Jaguaraçu - 14
  • Joanésia - 141
  • Marliéria - 7
  • Mesquita - 55
  • Naque - 5
  • Periquito - 0
  • Piedade de Caratinga - 0
  • Pingo-d'Água - 6
  • Santa Bárbara do Leste - 0
  • Santa Rita de Minas - 1
  • Santana do Paraíso - 154
  • São Domingos das Dores - 0
  • São João do Oriente - 2
  • São Sebastião do Anta - 1
  • Timóteo - 1.163
  • Ubaporanga - 0
  • Vargem Alegre - 127
  • Vermelho Novo - 0

Médico morre com suspeita de Chikungunya

O médico gastroenterologista Raul da Cunha Pereira Filho, de 60 anos, morreu com suspeita de Chikungunya, no último fim de semana, em Coronel Fabriciano, na macrorregião do Vale do Aço.

Em entrevista ao Diário do Aço, a esposa do médico, Amelina S. Pimenta Cunha afirmou que "foi comprovado por exames laboratoriais que ele teve Chikungunya e que esse foi o motivo do morte".

Segundo a mulher, o médico começou a sentir os sintomas da doença no dia 27 de dezembro. No dia 31, ele foi atendido no Hospital Metropolitano Vale do Aço, em Coronel Fabriciano, onde foi internado e passou por exames que teriam confirmado a Chikungunya. No dia 1° de janeiro, Raul foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, mas não resistiu.

O médico atendia pela Unimed Vale do Aço e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na Unidade Básica de Saúde (UBS) do centro de Coronel Fabriciano.

Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura lamentou a morte do médico. "Nossos sinceros sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de despedida", diz trecho do comunicado.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.