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Sobrevivente de ataque em padaria da Grande BH protesta 'suja de sangue' em audiência

Ana Júlia Fernandes diz que esta quinta-feira é o "segundo pior dia" da vida dela

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Oswaldo Diniz / Itatiaia

Ana Júlia Fernandes, sobrevivente do ataque a tiros em uma padaria em Ribeirão das Neves, na Grande BH, compareceu à audiência de instrução do caso, nesta quinta-feira (18), com uma blusa manchada de tinta vermelha para simular o sangue das vítimas. A chacina, ocorrida em 4 de fevereiro deste ano, resultou na morte de três pessoas, incluindo a irmã e a prima de Ana Júlia: Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, e Ione Ferreira Costa, de 56.

"Eu vim buscar justiça por elas", disse a jovem, que contou estar abalada. Segundo Ana Júlia, esse é o "segundo pior dia" da vida dela, atrás apenas do dia do crime. A sobrevivente afirma que será difícil ter que relembrar o ocorrido em fevereiro deste ano. Nessa segunda-feira (15), Ana Júlia contou à Itatiaia que ainda sofre com as lembranças do crime. “Lembro dele entrando na padaria e atirando na minha prima, na cliente. E na minha irmã. E ele me seguindo, eu pedindo para ele não me matar e [ele] apontando a arma para mim”, contou emocionada.

A jovem afirma que a parte que mais dói é relembrar a irmã pedindo por socorro. “Tem dias que eu não durmo, tem dias que eu lembro dele apontando a arma na minha cara, dele matando a minha irmã, dela pedindo socorro, é difícil”, disse.

A audiência desta quinta-feira ocorre no Fórum de Ribeirão das Neves. O acusado de cometer o crime é Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos.

A expectativa do pai de Emanuely e de Ana Júlia, Gleidson Seabra, é que haja a decisão para que o acusado vá a júri popular. “Magno é um monstro que merece toda a penalidade, a pena máxima do mundo que possa existir é o que eu desejo para ele”, afirmou. Gleidson contou ainda que o se sente mal por não ter estado na padaria no momento do ataque para proteger as filhas.

Como foi o crime?

Em 4 de fevereiro deste ano, o suspeito entrou armado na padaria e matou três pessoas a tiros. Nathielly Kamilly Fernandes Faria e Ione Ferreira Costa morreram no local. Emanuely foi socorrida com vida, mas morreu no Hospital Risoleta Neves no dia 5 de fevereiro. A irmã dela, de 19 anos, também estava no estabelecimento comercial no dia do ataque.

Réu por outro crime

Magno Ribeiro da Silva também se tornou réu por duas tentativas de homicídio cometidas em uma oficina mecânica no bairro Céu Azul, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, cerca de 15 horas depois do crime na padaria. A denúncia foi aceita pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do Tribunal do Júri, na última sexta-feira (12). O magistrado também manteve a prisão preventiva do réu. 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.