A consolidação do Carnaval de Belo Horizonte como um dos maiores do país traz um novo cenário para a rede hoteleira da capital: a concorrência com cidades do interior e destinos históricos de Minas Gerais, que também registraram recordes de visitação neste ano.
Municípios como São João del-Rei, Tiradentes, Mariana, Ouro Preto, Diamantina e Congonhas tiveram carnavais expressivos em número de visitantes.
A avaliação é do consultor Marten Vans Luz, da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas Gerais (ABIH-MG). Para ele, a concorrência regional é positiva e tende a elevar o padrão da capital.
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“Isso é bom, porque Belo Horizonte vai se capacitar cada vez mais e se preparar melhor para os próximos carnavais. A cidade ganhou enorme visibilidade nas mídias e redes sociais e hoje já figura entre os maiores e melhores carnavais do Brasil”, afirmou.
Setor hoteleiro de BH comemorou
Mesmo com esse novo contexto, o setor hoteleiro de BH comemorou os resultados. Durante os quatro dias de folia, a ocupação média dos hotéis chegou a 80% por dia, com crescimento de 15% na procura em relação ao ano passado.
Na região Centro-Sul, a mais disputada pelos foliões, a taxa foi ainda maior: 92% de ocupação média no sábado e no domingo de Carnaval, segundo a ABIH-MG.
De acordo com Marten, o desempenho é resultado do planejamento adotado pelos hotéis.
“As operações foram muito bem preparadas. Houve tematização da decoração, oferta de brindes e melhora na receptividade ao público que veio de fora. Tivemos números muito positivos e, mais do que isso, um aumento qualitativo no grau de satisfação do folião”, disse.
O consultor também destacou o avanço da diária média, indicando aumento no ticket médio e no gasto dos turistas que escolheram Belo Horizonte para passar o Carnaval. “O gasto médio de quem vem à capital cresce a cada ano”, ressaltou.
Para os próximos anos, segundo ele, a prioridade do setor será qualificar ainda mais a experiência do folião.
“Os hotéis precisam investir em alimentação adequada para quem pula Carnaval e melhorar a comunicação sobre os blocos. Muitos hóspedes buscam informações em tempo real, e isso ainda precisa ser melhor estruturado”, concluiu.