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Quem era Alice Ribeiro, repórter da TV Band Minas, que morreu após acidente

Repórter da Band Minas morreu após acidente na BR-381, em Sabará; jornalista estava internada em estado grave e teve morte encefálica confirmada

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Redes sociais/ Reprodução

A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, da TV Band Minas, morreu nessa quinta-feira (16), em Belo Horizonte. Ela estava internada no Hospital João XXIII após ser vítima de um acidente entre um carro e um caminhão na BR-381, na Região Metropolitana da capital. A colisão ocorreu na quarta-feira (15) e também causou a morte do cinegrafista da emissora, Rodrigo Lapa.

A jornalista tinha uma carreira promissora e era apaixonada pela profissão. Na descrição no LinkedIn, afirmava que, “sempre na lua e em rotação de jato”, organizava as ideias por meio da escrita e que “ouvir e contar histórias modulava tanta agitação”.

Em 2010, contou que “realizou o sonho de infância de entrar” na faculdade de Jornalismo, movida pela ideia altruísta de mudar o mundo. Ela se formou em Jornalismo pela PUC Minas, onde cursou Comunicação Social, concluindo o curso em 2015.

Carreira na TV

A profissional relembra que, no início, “acreditando que me encontraria no impresso, longe dos holofotes”, acabou seguindo outro caminho. Ela diz que, se acreditasse em acaso, diria que foi sem querer que começou em uma emissora de TV logo no primeiro estágio.

Ao longo da carreira, acumulou experiência multiplataforma em TV e rádio, exercendo também funções de produção, edição e apresentação. Iniciou sua formação prática em grandes redações, com estágios no SBT (2011–2012), TV Globo (2012–2013) e TV Record Minas (2014–2013). Ela passou pela Rede Bahia (2019–2020) e da Record TV (2018–2019).

Em 2020, mudou-se para Brasília (DF) e, pouco depois, ingressou no Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde voltou a se apaixonar pela profissão. Na capital federal, atuou como repórter, apresentadora e editora, além de fechar jornal e vivenciar experiências marcantes.

Posteriormente, decidiu retornar a Belo Horizonte — segundo ela, a “falta da família e do frango com quiabo fez com que eu decidisse voltar pra casa” —, sendo recebida novamente pela Band.

Fora das telas, Alice vivia um momento especial na vida pessoal. Ela era casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e havia retornado recentemente da licença-maternidade. A jornalista deixa um filho de nove meses.

O acidente

O acidente aconteceu em Sabará, quando a equipe de reportagem retornava de uma entrevista. Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, teve a morte confirmada ainda no local da batida. A repórter foi encaminhada para o Hospital João XXIII ainda na tarde de quarta (15), em estado grave.

Ela teve um traumatismo craniano confirmado e ficou sob observação durante 24 horas — prazo considerado crucial após um acidente do tipo.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o carro teria invadido a contramão e colidido de frente com o caminhão, possivelmente após o motorista passar mal ou dormir ao volante.

O trecho é considerado perigoso, com alto índice de acidentes. O caminhoneiro afirmou que tentou evitar a batida, mas não conseguiu.

Morte encefálica

A morte encefálica de Alice foi confirmada na noite desta quinta (16), conforme nota divulgada pela Band Minas. Segundo o Ministério da Saúde, a condição é a perda completa e irreversível das funções encefálicas cerebrais, que são as atividades vitais e cognitivas comandadas pelo encéfalo — divididas entre o córtex, responsável pelo pensamento, memória e movimentos voluntários, e o tronco encefálico, que comanda a respiração e batimentos cardíacos, por exemplo.

Quando a morte encefálica acontece, a respiração não acontecerá sem ajuda de aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas.

Doação de órgãos

A família da jornalista Alice Ribeiro autorizou a doação de órgãos.

O procedimento será conduzido pela MG Transplantes e deve beneficiar pacientes que aguardam na fila. Serão doados rins, fígado, pâncreas e córneas; o coração não pôde ser transplantado por inviabilidade clínica.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.