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Audiência na Câmara de BH debate onda de furtos no Belvedere e cobra reforço na segurança

Moradores relataram aumento da insegurança, enquanto forças de segurança apontaram a reincidência criminal como um dos principais desafios

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Audiência foi realizada na Câmara Municipal de BH • Edson Costa I Itatiaia

Furtos de celulares, arrombamentos e crimes contra estabelecimentos comerciais no Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, motivaram uma audiência pública na Câmara Municipal nesta semana. Moradores denunciaram o aumento da sensação de insegurança e cobraram reforço no policiamento, enquanto representantes das forças de segurança afirmaram que parte dos crimes é cometida por suspeitos reincidentes.

Durante a audiência, a Polícia Civil apresentou dados de operações realizadas desde o ano passado após registros de roubos na região. Segundo a corporação, alguns dos presos acumulavam dezenas de passagens por crimes como furto, roubo e tráfico de drogas. Em um dos casos, um suspeito tinha mais de 80 registros criminais.

A audiência foi solicitada pela vereadora Janaína Cardoso (União Brasil), que afirmou ter sido vítima de um assalto no bairro enquanto fazia caminhada. Segundo ela, moradores têm relatado uma sequência de furtos e invasões a imóveis, principalmente na área residencial.

"Sabemos que existem bairros mais visados, mas na região das casas, onde há menor circulação de pessoas, têm ocorrido diversos furtos e arrombamentos. Precisamos unir esforços com as forças de segurança para evitar que isso continue acontecendo", afirmou a parlamentar. Ela também disse acreditar na atuação de uma quadrilha especializada nos crimes.

Representando a Associação Amigos do Belvedere, o morador Olinto Dávila Neto destacou que o crescimento populacional e comercial da região aumentou a necessidade de reforço na segurança. Segundo ele, o bairro conta com cerca de 450 casas e 1.750 apartamentos, reunindo entre 8 mil e 10 mil moradores, além de um grande fluxo diário de trabalhadores e clientes do comércio.

O major Thiago Emanuel, do 22º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento da região, explicou que o efetivo atende também grandes aglomerados da capital, o que impacta a distribuição de policiais. Segundo ele, a transformação do Belvedere em um polo residencial, comercial, turístico e esportivo ampliou a demanda por segurança.

"A criminalidade acompanha o crescimento da região. O bairro deixou de ser apenas residencial e passou a concentrar atividades que atraem um grande fluxo de pessoas, o que também exige mais ações de policiamento", afirmou.

Representantes da Guarda Civil Municipal, da Polícia Militar e da Polícia Civil defenderam que a reincidência criminal é favorecida pela legislação atual. As corporações também informaram que já realizam patrulhamento ostensivo na região em conjunto com moradores e associações locais para desenvolver ações preventivas.

Outro ponto levantado durante a audiência foi a subnotificação de ocorrências. Segundo as forças de segurança, muitos moradores deixam de registrar boletins de ocorrência, o que dificulta o mapeamento dos crimes e o planejamento das ações policiais.

A reportagem solicitou posicionamentos oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais e da Prefeitura de Belo Horizonte sobre as demandas apresentadas durante a audiência e aguarda retorno.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

 

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