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Professor da UFMG vira réu por injúria e discriminação de cadeirante em BH

Pedro Benedito Casagrande estacionou sobre uma rampa de acessibilidade e ofendeu Pedro Vieira, de 66 anos, nas proximidades do restaurante Cozinha Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em fevereiro

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Professor da UFMG vira réu por discriminação contra cadeirante em BH • Reprodução/ DEMIN UFMG | Reprodução/ Vânia Cardoso

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais tornou o professor universitário Pedro Benedito Casagrande réu por injúria e discriminação de pessoa com deficiência. O caso ocorreu no dia 2 de fevereiro nas proximidades do restaurante Cozinha Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Na ocasião, o docente estacionou sobre uma rampa de acessibilidade e impediu que Pedro Vieira, de 66 anos, que é cadeirante, a esposa dele, que é chef e proprietária do estabelecimento, e uma cuidadora conseguissem acessar o local.

Ao ser informado sobre a irregularidade, o professor retirou o veículo, mas começou a fazer comentários ofensivos e depreciativos sobre à deficiência da vítima.

Depois de pedir a mudança ao motorista, a esposa da vítima perguntou se o professor “não tinha vergonha”, por estar estacionado na faixa. De acordo com Juliana, o homem respondeu: “Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro.”

Depois, Pedro Casagrande disse: “Tchau cadeirante! Espero que você ande muito por aí”. Mais tarde, ele entrou no restaurante da chefe e debochou: “E aí! Ele voltou a andar?”.

O caso foi investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e denunciado pelo Ministério Publico de Minas Gerais (MPMG). Após a Justiça aceitar a denúncia, a defesa do professor tem o prazo de dez dias para responder à acusação.

"Os dados colhidos na fase investigatória e que instruem a denúncia justificam a instauração da ação penal, havendo elementos suficientes, neste juízo de cognição sumária, para constatação da materialidade, bem como indícios de autoria", afirmou o juiz Bernardo Campos Mitre.

A Itatiaia entrou em contato com a defesa de Pedro Benedito Casagrande, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

Pouco depois da repercussão do caso, o professor universitário publicou uma nota em uma rede social e pediu “perdão” à vítima. Na ocasião, ele disse estar refletindo sobre o ocorrido.

“O que fiz foi grave e inaceitável. Independentemente da repercussão do episódio, minha conduta foi errada e atingiu a dignidade de uma pessoa com deficiência e de seus familiares”, escreveu o professor.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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