Quatro pessoas são indiciadas por comprar objetos roubados por diarista que matou casal
Segundo a Polícia Civil, três compradores e o dono de um estabelecimento comercial responderão por receptação qualificada

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou quatro pessoas por receptação após a conclusão do inquérito que apurou o latrocínio do advogado Cláudio Atala, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Atala, de 76, mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), os investigados adquiriram objetos vendidos pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, presa pelo crime.
De acordo com a investigação, os indiciados são três homens que compraram bens roubados e o proprietário de um estabelecimento comercial que intermediou uma das negociações.
Segundo Barletta, o comerciante utilizou um cartão de crédito para realizar o pagamento dos produtos e reteve uma porcentagem do valor da negociação.
Objetos foram devolvidos

Ainda conforme a Polícia Civil, todos os compradores procuraram espontaneamente a corporação, acompanhados por advogados, informaram quais objetos haviam adquirido e devolveram integralmente os bens.
Apesar da colaboração, eles foram indiciados por receptação qualificada.
"O fato de devolverem os objetos não impede o indiciamento. Isso poderá ser considerado posteriormente pela Justiça", explicou o delegado.
Comerciantes têm obrigação de desconfiar, diz delegado
Durante a coletiva, Gustavo Barletta destacou que pessoas que exercem atividade comercial têm o dever legal de verificar a procedência dos produtos que adquirem.
"Por mais que seja uma atividade informal, eles exercem atividade comercial e têm obrigação legal de ter consciência ou, pelo menos, desconfiar da origem daqueles produtos", afirmou.
Segundo o delegado, caberá à defesa demonstrar, durante o processo criminal, que os compradores não tinham conhecimento de que os objetos eram provenientes de um crime.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.




