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Professores de escolas particulares de BH podem definir rumos da greve nesta quinta (17)

Reunião entre sindicatos acontece nesta tarde; principal impasse é proposta de dividir convenção coletiva entre educação básica e ensino superior

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Professores da rede particular em assembleia • Sinpro Minas/Divulgação

Uma reunião marcada para às 14h desta quinta-feira (17) pode definir os próximos passos da greve dos professores das escolas particulares de Belo Horizonte. O principal ponto de divergência entre os sindicatos é a proposta de dividir a convenção coletiva de trabalho em dois documentos: um voltado para a educação básica e outro para o ensino superior.

O Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinpro Minas) rejeita a divisão e afirma que a medida pode fragmentar a categoria e enfraquecer as negociações coletivas. Já o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) sustenta que a mudança não implicaria retirada de direitos ou benefícios dos trabalhadores.

Reajuste de 3,77% já foi aceito

Segundo o diretor jurídico do Sinep-MG, Mauro Grimaldo, o reajuste salarial de 3,77%, correspondente à inflação do período, já foi aceito pelo sindicato dos professores. De acordo com ele, os demais direitos previstos na convenção também seriam mantidos.

“Não existe proposta de retirada de cláusulas de bolsa de estudo, adicional por tempo de serviço, adicional extraclasse, ou seja, todas aquelas cláusulas e benefícios econômicos que impactam diretamente a vida financeira do professor, nenhum desses seria retirado”, afirmou.O representante do sindicato patronal reforçou que a discussão atual está concentrada na estrutura da convenção coletiva. “Já havia sido acertado o reajuste salarial com base no índice da inflação do período, que era 3,77%. Quanto a isso não tem discussão”, disse Grimaldo.

Sinpro teme fragmentação dos professores

Para a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, a separação das convenções pode dividir a categoria entre profissionais da educação básica e do ensino superior. “Nós somos professores. Hoje estamos num segmento, amanhã podemos estar em outro. Então nós entendemos que formamos para ser professores, não é desse ou daquele segmento”, afirmou.

Segundo a dirigente, a experiência de outros estados também é uma preocupação do sindicato. Ela afirma que, em alguns casos, professores ficaram sem uma convenção coletiva assinada após a divisão das categorias. “Onde isso já aconteceu, os professores ficam fragmentados e o patronal, então, inclusive, não assina a convenção coletiva de trabalho”, declarou.

Disputa também foi parar na Justiça

Além do impasse nas negociações, o Sinep-MG ajuizou uma ação questionando a greve. O sindicato patronal argumenta que não teria sido cumprido o prazo de comunicação prévia previsto para a paralisação.

O Sinpro Minas, por outro lado, afirma que professores estariam sofrendo pressão por parte de escolas para não aderirem ao movimento. A entidade também anunciou a participação de professores em uma manifestação do lado de fora da sede do Sinep-MG durante a reunião desta quinta-feira.

O encontro das 14h deve discutir os pontos que ainda estão pendentes e pode definir os próximos passos da mobilização dos professores da rede particular de Belo Horizonte.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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