Aluna buscava a irmã quando foi atacada por abelhas na Grande BH
A Secretaria Municipal de Educação de Ibirité informou que, segundo familiares da adolescente, ela está sob observação no Centro de Terapia Intensiva (CTI)

A adolescente, de 12 anos, que foi atacada por um enxame de abelhas na Rua Flor de Luz, no bairro Ouro Negro, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estava no local para buscar a irmã. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de Ibirité, a menina estava acompanhada do avô e ia pegar a irmã, que participa do projeto Salão do Encontro, onde o foco das abelhas estava, para acompanhá-la até a escola.
Em nota, a pasta do Executivo municipal esclareceu que a colmeia não estava localizada nas dependências da Escola Municipal Ouro Negro/Montreal, mas no Salão do Encontro, espaço que desenvolve atividades em parceria com a Prefeitura de Ibirité, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a Petrobras.
A adolescente foi atacada por um enxame de abelhas nessa segunda-feira (14). Nas redes sociais, um vídeo do momento em que ela recebeu ajuda de um motoboy viralizou. Nas imagens, a menina aparece cercada de dezenas de abelhas, totalmente paralisada. “Vi a menininha lá no cantinho, chorando e gritando. Chamei ela, mas ela não respondeu. Chamei umas quatro vezes e ela não respondeu. Aí fui até lá, peguei ela e puxei”, contou o motoboy Vinícius Martins. Segundo ele, tinha abelhas até no nariz da adolescente.
Nesta quinta-feira (17), a Secretaria Municipal de Educação de Ibirité informou que a menina está sob observação no Centro de Terapia Intensiva (CTI). A pasta afirmou ainda que, de acordo com a família da menina, ela está estável e passa por exames. A secretaria informou que, a princípio, a adolescente foi levada para a UPA de Sarzedo e, posteriormente, transferida para uma unidade hospitalar em Contagem, também na Grande BH, onde ainda se encontra.
“Assim que tomou conhecimento da ocorrência, a Secretaria Municipal de Educação acionou imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde, que providenciou o atendimento e o encaminhamento da adolescente para a UPA de Sarzedo”, informou o Executivo municipal. A pasta afirmou ainda que acompanha o caso, mantém contato com a família da adolescente e aguarda informações oficiais da unidade hospitalar sobre o quadro clínico da menina.
A Prefeitura de Ibirité confirmou ainda que o Corpo de Bombeiros concluiu, na noite de segunda-feira (14), o procedimento para a remoção das abelhas. “Equipes da Secretaria de Meio Ambiente também realizaram vistoria geral no espaço, que segue com suas atividades normalmente, após avaliação realizada pelos profissionais responsáveis”, concluiu.
Socorrida pelo motoboy
O motoboy Vinícius Martins registrou o momento que socorreu a menina. O motoboy puxou a estudante até o lado de dentro da escola. Ao mesmo tempo, ele utilizou um desodorante que tinha no baú da moto para tentar espantar os animais. “Não pensei duas vezes, porque tenho duas meninas. Vi ela lá, tadinha, sofrendo. Tinha abelha entrando até no nariz dela. Aí eu só puxei ela. Minha intenção era colocar ela na moto, mas ela não estava respondendo direito. Aí puxei ela e levei para a escola”, relatou.
Quando chegaram no interior da escola, Vinicius começou a pedir que as pessoas que estavam no local jogassem água na menina. No vídeo, o enxame parece ter se dispersado quando começaram a molhar a estudante com uma mangueira. Nas imagens, é possível ver os braços da menina completamente vermelhos e com sinais de ferroadas.
Nas redes sociais, o motoboy relatou que tomou 40 picadas, mas que “salvou” a estudante.
De acordo com o CBMMG, a corporação foi acionada para a ocorrência por volta de 13h da segunda-feira. O Corpo de Bombeiros informou que a colmeia teria caído de uma árvore próxima da entrada da escola.
Segundo o CBMMG, alguns alunos precisaram de atendimento em razão dos efeitos das picadas e foram socorridos pelo SAMU. A corporação informou que os estudantes da escola foram então liberados até a resolução do caso. Os bombeiros afirmam que as abelhas foram retiradas na noite do mesmo dia, horário que é mais adequado para o procedimento.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.



