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Prefeitura de Congonhas pede suspensão imediata da mineração após onda de poeira atingir cidade

Uma tempestade de poeira atingiu a cidade de Congonhas e a prefeitura quer suspender as atividades mineradoras até a normalização das condições climáticas

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Onda de poeira assustou moradores de Congonhas na manhã desta quinta-feira (13)
Onda de poeira assustou moradores de Congonhas na manhã desta quinta-feira  • Hugo Cordeiro | Imagem cedida à Itatiaia

Após forte onda de poeira atingir a cidade de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, nesta quinta-feira (13), a prefeitura municipal solicitou a paralisação das atividades das mineradoras até a normalização das condições climáticas no estado.

No início da manhã, moradores de Congonhas, cidade com forte atividade mineradora e industrial, se assustaram com uma forte tempestade de poeira que tampou todo o horizonte. Esse fenômeno costuma ser frequentes na região, entretanto, o desta quinta-feira foi mais intenso que o comum.

"A combinação de ventos, tempo seco e área sem vegetação devido ao grande porte das minas da CSN e outras. Acontecem várias por ano, mas em 2023 é a primeira das fortes, porque as condições climáticas foram de certa forma favoráveis até hoje. Ainda não havia ventado forte e ocorreu chuva atípica até o mês de junho, mas de agora em diante só para quando chover", relata o Diretor de Meio Ambiente e Saúde da União das Associações Comunitárias de Congonhas (Unaccon), Sandoval de Souza.

Ainda segundo o líder comunitário, moradores de Congonhas agora lutam para impedir a ampliação da área de mineração na cidade. Sandoval comenta que cerca de 40% da área verde da cidade já foi desmatada, mas que as mineradoras estão solicitando ampliação da área de trabalho.

"A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural informa que, após a incidência elevada de poeira registrada nesta quinta-feira (13), solicitou a paralisação das atividades das mineradoras e a intensificação de todas as ações de mitigação e controle ambiental até a normalização das condições. Além disso, a equipe de fiscalização está tomando todas as providências cabíveis", afirma a prefeitura de Congonhas em nota.

O Ministério Público de Minas Gerais também adiantou que vai acionar a Fundação Estadual do meio Ambiente (Feam) para que medidas sejam tomadas a fim de mitigar os impactos da mineração em Congonhas.

Após a ocorrência da onda de poeira, a mineradora CSN se posicionou e afirmou que "realiza uma série de ações para reduzir a emissão de particulados" como "umectação de vias, aspersão de pilhas e utilização de polímeros". A companhia afirmou, ainda, que "no dia de hoje [13/07] foram registrados ventos anormais, de quase 50Km/h, o que pode acarretar uma maior movimentação de particulado, apesar de todas as medidas preventivas".

CSN

Por meio de nota, a CSN se manifestou sobre a suspensão das operações em Congonhas.

Confira a nota na íntegra

Em razão dos fortes ventos ocorridos no dia de hoje (13/7), das 11h às 14h30, a CSN Mineração, agindo de forma proativa e em atendimento à solicitação da prefeitura, suspendeu temporariamente as suas operações até que a situação se normalizasse. Cabe destacar que, em atenção e respeito aos moradores da cidade, a Companhia realiza ações de controle para mitigar possíveis impactos no decorrer do ano e intensifica as atividades de controle de particulado nessa época do ano.

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