Prefeita de Juiz de Fora diz que chuva à noite dificultou resgates; já são 16 mortos

Foram registrados 186 mm em apenas quatro horas em pontos críticos da cidade da Zona da Mata

Temporal em Juiz de Fora

A cidade de Juiz de Fora já registrou 16 mortes durante a chuva extrema entre a segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24). A prefeita do município, Margarida Salomão, explicou que o fato de o pico da chuva extrema ter ocorrido durante a noite dificultou as operações de resgate e remoção.

Segundo Salomão, em entrevista à GloboNews na manhã desta terça (24), o Rio Paraibuna, principal curso d'água da cidade, transbordou e saiu de sua calha, algo que não ocorria desde a década de 1940. Foram registrados 183 mm em apenas quatro horas em pontos críticos.

A prefeita relatou momentos de angústia durante a madrugada, com a persistência da tempestade. “Era uma chuva que não parava, eu rezava para a chuva passar. Foi algo inusitado, intenso e destrutivo”, afirmou a prefeita que classificou o atual momento como o “dia mais triste” de seu governo.

Resgate e interdições

Com a luz do dia nesta terça-feira, as ações foram intensificadas:

  • Duas áreas já foram totalmente interditadas.
  • Equipes trabalham na retirada de famílias em áreas de alto risco.
  • Monitoramento contínuo em encostas e margens de rios.

“Nós moramos em uma cidade de muito risco. Nós nos preparamos, mas ontem foi algo inusitado”, lamentou Salomão, ressaltando que esta é a primeira vez em cinco anos de gestão que a cidade registra vítimas fatais por chuvas.

Tragédia na Zona da Mata

A cidade de Ubá também registrou forte temporal, com 7 mortes confirmadas no mesmo período. Somadas, as duas principais cidades da Zona da Mata já registram pelo menos 23 vítimas fatais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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