Polícia conclui investigação do caso de diarista que acusou PM de estupro e não indicia suspeito
O inquérito aponta que não houve provas suficientes para confirmar a versão da denunciante

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (2), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que não vai indiciar o policial militar acusado de abusar sexualmente de uma diarista em Belo Horizonte.
Outras provas coletadas, como análise pericial no celular do investigado, imagens de circuito de segurança do local dos fatos e relatos de testemunhas também não confirmam a versão da denunciante.
“Houve uma relação sexual, porém não ficou comprovado que essa relação sexual não tenha sido feita de maneira consensual, mas não dá para dizer que a vítima está mentindo”, afirma a delegada.
O inquérito segue para a análise do Ministério Público, que vai decidir se denuncia o acusado ou arquiva o inquérito.
Relembre o caso
A diarista relatou que o estupro teria acontecido no dia 26 de fevereiro enquanto ela limpava uma loja do militar. Ela contou que, após o término do serviço, o suspeito tomou o celular dela, a colocou no balcão, encostou uma arma em suas costelas e a obrigou a tirar a roupa, consumando a conjunção, segundo informações registradas no boletim de ocorrência.
A vítima afirmou que o policial disse que a mataria caso ela contasse para alguém sobre o ocorrido. Ela falou com o marido e seguiu para o Hospital Odilon Behrens, onde passou por exames.
No BO, o militar contou que os dois conversaram sobre fetiche e trocaram indiretas de cunho sexual. Ele disse que ato sexual foi consensual e argumentou que a loja está localizada em um prédio com outras salas comerciais, o que tornaria improvável a ocorrência de violência sem que ninguém percebesse.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.




