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'Para ele, foi troco; para mim, era tudo', diz pai sobre empresário solto em BH

Danilo Pereira Marinho, de 25 anos, foi vítima de um acidente provocado por motorista alcoolizado, no bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de BH

Por e 
Oswaldo Diniz/ Itatiaia

“A vida não tem preço. Mas parece que meu filho valeu R$ 48 mil. Para ele pode ser um troco de bala, mas, para mim, ele era tudo o que eu tinha, metade da minha vida.” Esse foi o desabafo do pai de Danilo Pereira Marinho, de 25 anos, Vander Marinho, durante protesto por justiça realizado por motociclistas, amigos e familiares, nesta quarta-feira (15), no Anel Rodoviário, no bairro Universitário, na Pampulha, em Belo Horizonte.

O caso ocorreu na madrugada de domingo (12), na rodovia MGC-356, no bairro Belvedere, na Região Centro-Sul da capital.

Nessa terça-feira (14), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) expediu alvará de soltura que permitiu que Luis Henrique Rodrigues Pierazolli, de 45 anos, envolvido no caso, responda em liberdade após pagamento de fiança.

Vestindo uma camisa com a foto do jovem, Vander contou que tem buscado forças na fé para enfrentar o luto. “Meu filho hoje está debaixo da terra. Está debaixo da terra. E este criminoso está solto”, afirmou.

O alvará foi expedido após o empresário passar por audiência de custódia. A juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto determinou o pagamento de fiança de R$ 48.630, o equivalente a 30 salários mínimos.

Além disso, o investigado teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno nos dias úteis e integral aos sábados, domingos e feriados.

Em depoimento à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Luis Henrique confessou ter consumido bebida alcoólica antes do episódio. Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O.) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ele apresentava sinais visíveis de embriaguez.

Mudança na lei

O pai cobrou mudanças na legislação e criticou a eficácia da Lei Seca, que proíbe dirigir após consumir qualquer quantidade de álcool. “Não tem condições de uma pessoa se embriagar e tirar a vida do meu filho. A lei fala que é seca, mas é uma lei que não funciona”, declarou.

Vander relatou ainda o impacto da perda na família. “Era meu único filho. Minha esposa não teve coragem de vir, está amparada em casa pelos amigos”, contou.

“A gente busca força no Senhor Jesus. Ele é nossa fortaleza, ele é nossa fé. Eu tenho pedido a Deus um renovo todos os dias para poder caminhar e tentar ter uma vida normal”, acrescentou.

Perdão

Mesmo diante da dor, o pai afirmou que decidiu perdoar Luis Henrique. “Eu já perdoei. A palavra de Jesus fala que, se não houver perdão, você não consegue viver”, disse. Ele completou: “Já ouvi gente falando em vingança, mas isso não existe no meu coração”.

Vander disse que abraçaria o responsável pelo acidente. “Eu espero que ele repense. Se for beber, pega um Uber, não pega carro”, afirmou.

Apesar do perdão, ele defende que haja punição. “Eu espero uma punição exemplar, para que outras famílias não venham chorar como a minha está chorando hoje”, concluiu.

Garupa segue internado

 O adolescente, de 16 anos, estava na garupa da moto, ficou ferido e segue internado para o Hospital João XXIII, na Região Leste da capital. Além do empresário, outros dois homens estavam na caminhonete.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.