Mulher grávida denuncia ter sido vítima de abuso sexual por motorista de app em BH
Após ter denunciado o caso na polícia, a vítima foi até as redes, onde recebeu relatos de outras mulheres que afirmaram terem lidado com situações parecidas envolvendo o homem

Uma mulher, de 28 anos, que está grávida de 4 meses, denunciou ter sido estuprada por um motorista de aplicativo após pedir uma corrida do Bairro Santa Maria, na Região Oeste de Belo Horizonte, para Sarzedo, na Região Metropolitana. O caso, que ocorreu no último domingo (5), é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Até o momento, o suspeito não foi preso.
Após a denúncia, o motorista teve a conta desativada da plataforma de corridas Uber, que informou ter oferecido um canal de suporte psicológico para a vítima. Em entrevista à Itatiaia, a mulher contou foi obrigada a fazer sexo oral no suspeito, que teria a ameaçado.
“Já consegui descobrir de onde ele é. Já apareceram muitas outras vítimas, que ele é literalmente um predador. Ele tem um olhar de psicopata, ele é um maníaco, e ele é um passivo agressivo; eu pedia para parar, e ele ficava assim: ‘Mas por que? Você não está gostando?’ Óbvio que eu não estava gostando. Eu estava implorando – pra ele parar–.... eu cheguei a pegar o meu celular e mostrei a foto dos meus filhos. Para ele ter dó de mim. Porque era só isso que eu queria. Que ele tivesse dó e piedade de mim”, contou à Itatiaia.
A vítima alega que foi vítima de um estupro, contudo, a ocorrência foi registrada com a natureza assédio sexual. Questionada sobre a natureza do registro, a Polícia Civil (PCMG) divulgou apenas que o caso está em apuração, e outras informações poderão ser repassadas em momento oportuno.
Após denunciar o caso na polícia, a mulher foi às redes sociais, onde recebeu relatos de outras mulheres que afirmaram terem lidado com situações parecidas envolvendo o homem. “Ele sempre muda de rota com as passageiras mulheres. Ele já assediou uma até que estava com a mãe no carro. Sempre falando que é muito bonita, ‘Tchutchuca’, com essas palavras de assédio”, afirmou a vítima sobre as denúncias recebidas.
Ela relatou viver com uma sensação de medo constante. “Eu vivo com medo agora. Porque ele falou também que nunca ia esquecer onde eu moro. Nunca ia esquecer do meu rosto. Ele me obrigou a dar o meu telefone para ele. Ainda me obrigou a colocar meu nome e minha cidade, para não esquecer”, afirmou.
Em entrevista à reportagem, a mulher disse esperar que a Justiça seja feita. “Eu só quero justiça mesmo. Eu não quero nada dele, não quero nada, nem ter que olhar na cara dele nunca mais, eu só quero que ele pague o que ele fez. Porque ele não tinha o direito de fazer o que ele fez comigo”, explicou.
Veja a nota completa da Uber
A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio ou má conduta sexual. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes.
O motorista teve a conta desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio e a empresa está à disposição para colaborar com as autoridades nas investigações, nos termos da lei.
Em parceria com o MeToo Brasil, a Uber conta com um canal de suporte psicológico que foi disponibilizado para a usuária.
Além disso, a Uber investe constantemente em iniciativas de combate à violência de gênero e conta com uma série de recursos de segurança, inclusive a ferramenta Uber Mulher.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo




