Menina autista que morreu engasgada em escola na Grande BH estava sem professora de apoio
Aluna tinha apenas 7 anos de idade e se engasgou com pedaço de carne da merenda escolar; família conta que criança tinha problemas com ansiedade e 'descontava' na comida

Emanuelly Lana Martins Soares, de apenas 7 anos, que morreu engasgada com um pedaço de carne na merenda escolar, estava desacompanhada no momento do acidente. A criança, que tinha diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), deveria ser assistida por uma "professora de apoio", profissional que auxilia alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou mobilidade reduzida na rotina escolar.
O episódio aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (12) na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, antes chamada de Escola Professora Maria José Gatti Carlos, localizada no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
"Toda criança autista tem esse direito. A professora não estava presente no momento, o que poderia ter evitado de acontecer o que aconteceu. [...] A escola deveria ter a obrigação de ter um profissional. [...] Uma criança não vai ter noção do tamanho de coisa que vai comer ou não. Foi erro da Secretaria de Educação, por falta desse apoio, foi erro da Prefeitura, que sempre falha, não é de hoje, com os meninos que precisam do apoio. Poderia ter sido evitado se a Secretaria de Educação tivesse feito o que ela tem que fazer", denunciou Adrielia Aguiar, amiga da família de Emanuelly.
Confira a denúncia completa:
Menina autista que morreu engasgada em escola na Grande BH estava sem professora de apoio
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🎥Laura Gorino | Itatiaia pic.twitter.com/uTwsw5Q30A— Itatiaia (@itatiaia) August 12, 2026
O que diz a prefeitura?
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves disse que a criança apresentou um "mal-estar nas dependências da escola". Funcionários do colégio prestaram os primeiros socorros à Emanuelly, realizando as manobras de atendimento indicadas, enquanto as equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda não chegavam ao local.
Ainda segundo a gestão municipal, o serviço de socorro demorou cerca de 15 minutos para chegar até a escola e os profissionais do Samu insistiram em manobras de reanimação por mais 40 minutos. Apesar dos esforços, a criança não resistiu e morreu no local.
Também na declaração oficial, a prefeitura se solidariezou com os familiares e amigos da criança, além de toda a comunidade escolar. A Secretaria de Educação de Ribeirão das Neves determinou a abertura de um processo de sindicância administrativa para a apuração interna do episódio.
A nota, porém, não consta uma resposta sobre a ausência da professora de apoio que deveria acompanhar a criança em sua rotina escolar. A reportagem da Itatiaia questionou a prefeitura sobre, mas ainda não obteve um retorno.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.




