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Mulher compra apartamento em leilão e encontra corpo de antiga moradora morta há cerca de um ano em MG

Cadáver foi localizado sobre uma cama, enrolado em lençóis; cartas com orientações sobre sepultamento e contas a serem pagas foram encontradas ao lado do corpo e recolhidas pela perícia

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rabecão da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
Rabecão da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) / Imagem ilustrativa. • PCMG

Uma mulher comprou um apartamento em um leilão judicial e, ao abrir o imóvel, encontrou a antiga proprietária do imóvel morta no local. O corpo da ex-moradora estava sobre uma cama, enrolado em lençóis, e, segundo a polícia, ela teria morrido há cerca de um ano. O episódio ocorreu em Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba, nesta quinta-feira (5).

A vítima foi identificada como Marilene de Fátima, de 53 anos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a principal hipótese investigada é que a morte da mulher tenha sido causada por intoxicação por medicamentos ou substâncias venenosas, mas a causa ainda não foi confirmada.

Cartas manuscritas deixadas pela vítima, com mensagens de despedida e orientações sobre o próprio sepultamento, foram encontradas e recolhidas pela perícia. O apartamento não tinha sinais de arrombamento e análises iniciais apontaram que mulher não tenha sido vítima de violência.

Como tudo aconteceu?

De acordo com a Polícia Militar, a atual proprietária do apartamento, identificada Kalina Poliana Silva, informou que havia arrematado judicialmente o imóvel cerca de dois meses antes. Desde então, tentava contato com a síndica do condomínio para intermediar a retirada dos móveis que ainda pertenciam à antiga moradora.

Como não conseguiu retorno, Kalina contratou um chaveiro para abrir o apartamento nessa quinta-feira (05). Ao entrar no imóvel, acompanhada pelo profissional, Kalina encontrou a mulher já sem vida, deitada sobre a cama. Diante da situação, fechou novamente o apartamento e acionou a Polícia Militar.

Em entrevista ao Portal g1, Kalina contou que ficou profundamente abalada com a descoberta. Ela relatou que já havia conversado com o filho da antiga proprietária, que informou que a mãe estava desaparecida e teria conhecido um homem com quem pretendia morar em Varjão de Minas, cidade há 70 quilômetros dali.

"Foi muito complicado, eu fiquei muito abalada. Eu já tinha falado com o filho da proprietária, ele me falou que ela tinha sumido, tinha arrumado um suposto namorado", contou ao portal.

Síndica acreditava que mulher havia se mudado

A síndica do condomínio informou à Polícia Militar que seu último contato com Marilene ocorreu pelo WhatsApp, em 16 de outubro de 2025. Desde então, não havia tido mais contato presencial com a moradora.

Segundo o relato da moradora, a antiga proprietária do apartamento havia comentado que conhecera um homem, com quem se mudaria para o município de Varjão de Minas. Por isso, a síndica afirma que acreditava que Marilene havia deixado o apartamento.

Questionada pela Itatiaia, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que não havia registros anteriores de boletins de ocorrência relacionados ao desaparecimento da mulher. Ainda conforme a polícia, o imóvel estava organizado quando foi aberto. Não foram constatadas lesões no corpo durante os trabalhos periciais, e as amostras de material biológico recolhidas serão encaminhadas para exames laboratoriais em Belo Horizonte.

Cartas indicavam orientações sobre o sepultamento

Durante a perícia no apartamento, foram encontradas diversas cartas manuscritas atribuídas a Marilene. Segundo o registro da Polícia Militar, os documentos continham mensagens de despedida e orientações sobre o local onde ela gostaria de ser sepultada, além de instruções referentes a contas que deveriam ser pagas.

Os documentos foram recolhidos pelo perito responsável para os procedimentos necessários. A existência das cartas também foi confirmada pela Polícia Civil, que informou que o material integra a investigação sobre as circunstâncias da morte. Os escritos levantaram a hipótese de autoextermínio por intoxicação, mas a suspeita ainda depende de confirmação por exames.

Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi removido pelo serviço funerário e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O imóvel foi liberado e entregue à atual proprietária, que adquiriu o apartamento judicialmente.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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