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Crianças sofrem queimaduras durante experimento em feira de ciências em Minas

Onze alunos foram atingidos pela mistura de um experimento químico; oito precisaram ser encaminhados

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Crianças sofrem queimaduras durante experimento em feira de ciências em Minas • Reprodução CBMMG

Durante uma atividade que fazia parte de uma feira de ciências, onze crianças foram atingidas pela mistura de um experimento químico. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), três crianças sofreram queimaduras mais graves, que atingiram a região da face e dos olhos, e outras cinco tiveram queimaduras leves nos braços e no pescoço. As outras três crianças foram avaliadas e liberadas pelo médico da Unidade de Suporte Avançado (USA) do Samu. O caso ocorreu em uma escola estadual em Formiga, no Centro-Oeste de Minas, nessa quinta-feira (5).

O Corpo de Bombeiros informou que as vítimas tinham cerca de 12 anos. Segundo a corporação, após avaliação e regulação médica, oito crianças foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Durante uma das experiências, que previa a combinação de permanganato de potássio, ácido sulfúrico e álcool etílico, a atividade saiu do controle, provocando ferimentos nos estudantes”, explicou o CBMMG. A corporação apurou que, no laboratório, havia cerca de 23 pessoas no momento da atividade, que envolvia demonstrações conduzidas por estudantes do curso técnico em Química.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que os estudantes estavam sendo acompanhados por professores durante a atividade.

“Assim que ocorreu o acidente, a direção da escola adotou os procedimentos de emergência e os fluxos de proteção previstos no Programa de Convivência Democrática. Mobilizou-se para prestar os primeiros socorros, acionar os serviços de emergência e garantir o atendimento aos estudantes. As providências foram conduzidas de forma articulada pelos profissionais presentes, pela equipe gestora e pelos serviços públicos de emergência. A direção também realizou contato imediato com as famílias dos estudantes envolvidos”, afirmou a pasta.

A SEE/MG informou ainda que acompanha a situação em conjunto com a direção da escola, “intensificando a articulação intersetorial com a Rede de Saúde e de Proteção Social do município visando o atendimento integral aos estudantes envolvidos”. De acordo com a pasta, caso necessário, o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por profissionais de Psicologia e Serviço Social, será acionado para desenvolver atividades de acolhimento e escuta qualificada.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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