Minas registra aumento de internações de crianças por doenças respiratórias em 2023
Durante os dois primeiros meses de 2022 foram registradas 2.104 internações por doenças respiratórias

Nos dois primeiros meses deste ano aumentou o número de crianças de 1 a 4 anos internadas em decorrência de doenças respiratórias em Minas Gerais. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde, em janeiro e fevereiro deste ano foram 2.224 internações contra 2.104 no mesmo período do ano passado.
Referência em atendimento a crianças e adolescentes, o Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte, atendeu cerca de duas mil e quinhentas crianças com sintomas respiratórios.
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Conforme dados do Ministério da Saúde, coletados e monitorados pela Fiocruz, a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos fatores que pode estar elevando os números. Segundo o levantamento, 30% dos casos de doenças respiratórias registradas no Brasil nos primeiros três meses de 2023 se relacionam ao vírus. Ao todo, mais de três mil pessoas foram infectadas, sendo que 95% das infecções atingiram apenas bebês e crianças de 0 a 4 anos.
O Pneumologista e Pediatra do Hospital Infantil João Paulo II, Alberto Vergara, destaca algumas medidas que protegem os pequenos de doenças respiratórias.
"Os pais devem evitar dispor a criança a ambientes muito aglomerados e mal ventilados, que podem facilitar a veiculação de microrganismos. A boa alimentação e o aleitamento materno, sobretudo nas crianças com menos de seis meses de idade, nas crianças com mais de seis meses de idade manter uma alimentação variada e saudável. Uma boa hidratação e a exposição ao sol é importante, além de manter sempre o cartão vacinal em dia", explica.
Alberto Vergara ressalta ainda que, neste período do ano, as temperaturas baixas favorecem a disseminação de vírus relacionados a doenças respiratórias.
"Essa época do ano temos a circulação de alguns vírus que acometem sobretudo crianças com menos de 2 anos de idade. Talvez o mais importante é o vírus sincicial respiratório, ele pode provocar um quadro de bronquiolite que pode acometer qualquer criança com menos de dois anos de idade, e a maior parte dos quadros, que se assemelha a uma bronquite, com tosse seca, cansaço e chieira, a maior parte é leve. Existe um pequeno número de casos que pode evoluir de forma mais grave, necessitando o uso de oxigênio, causando até uma falência respiratória e mesmo óbito. Isso não é comum, mas infelizmente mesmo com o tratamento adequado pode ocorrer", completa.
Vale destacar que em Minas Gerais houve uma redução de mais de 900 internações de bebês de zero a um ano nos dois primeiros meses deste ano na comparação com 2022.
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