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Menina de 7 anos que morreu em escola na Grande BH será sepultada nesta quinta (13)

Emanuelly Lana Martins Soares morreu enquanto comia merenda escolar; causa da morte ainda será investigada pela Polícia Civil

Por e 
Imagens cedidas à Itatiaia.

Será enterrada e sepultada nesta quinta-feira (13) Emanuelly Lana Martins Soares, de apenas 7 anos, que morreu após se engasgar na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (12).

Conforme familiares, a criança será velada das 9h às 11h, no Memorial Neves, no bairro Santa Marta. Já o sepultamento acontecerá em seguida, às 11h30, no Cemitério Porto Seguro, no bairro Porto Seguro. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que a menina teria se engasgado enquanto comia carne da merenda escolar.

Segundo os militares, a corporação recebeu um chamado sobre a ocorrência e, por telefone, orientou uma profissional da escola sobre os procedimentos que deveriam ser adotados em casos de obstrução das vias aéreas.

A escola anunciou a suspensão das aulas após a morte de Emanuelly. Em nota, a instituição disse que permanecerá fechada em meio ao momento delicado.

O representante técnico médico de Ribeirão das Neves, William Silva, afirmou que ainda não é possível definir a causa da morte de Emanuelly. Segundo o médico, apenas a perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) poderá determinar a causa da morte.

“Um incidente ocorreu no período em que a criança estava na escola. E a gente não sabe se foi engasgo, a gente vai aguardar o laudo pericial da polícia. O fato é que aconteceu esse incidente durante o período de alimentação dela”, afirmou.

Ainda segundo o médico, uma equipe da escola realizou o primeiro atendimento e, simultaneamente, uma equipe da unidade de saúde ao lado também foi acionada, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “O médico do SAMU prestou o atendimento mais técnico, fez a avaliação da via aérea da criança e me parece que foi retirado um pedaço de alimento. Mas tudo é especulação”, disse William Silva.

A Itatiaia demandou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para saber se a causa da morte da criança é investigada, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O conteúdo será atualizado quando o retorno chegar.

Criança era diagnosticada com TEA

Emanuelly tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte e não precisava de uma profissional de apoio durante as refeições. A informação foi divulgada pela secretária de educação do município, Dolores Kicila, durante uma coletiva de imprensa.

Ainda segundo a chefe da pasta, o suporte da criança era pedagógico, e não um suporte de "vida cotidiana".

"Os profissionais de apoio estavam na escola no momento. Essa pessoa que a acompanhava durante as intervenções estava trabalhando. Foi a pessoa, inclusive, que acionou a unidade de saúde próxima à escola, foi quem correu até o posto de saúde e pediu ajuda. Durante a alimentação, crianças que são assistidas são crianças que necessitam desse apoio. A criança, a Emanuelly, era uma criança independente e autônoma", informou Kicila.

Questionada se algum profissional acompanhava a alimentação da criança, a chefe da pasta informou que a menina era acompanhada por vários profissionais da escola que estavam no refeitório. Ainda segundo Kicila, a criança nunca precisou de alimentação especial ou de apoio durante a alimentação. "Ela era independente", explicou.

A secretária de educação esclareceu que os primeiros socorros foram prestados de forma imediata e que a unidade de saúde foi acionada.

Processo investigativo

Ainda durante a coletiva, a secretária de Educação do município, Dolores Kicila, informou que a Prefeitura de Ribeirão das Neves presta assistência à família e que um processo investigativo foi aberto para apurar tudo o que ocorreu.

"Nós já estivemos com a família toda hoje, durante toda a manhã e até pouco tempo atrás. A Prefeitura está dando todo o suporte necessário e a gente está abrindo um processo investigativo para apurar mesmo tudo o que aconteceu, como aconteceu, aguardando os laudos, para que a gente possa ter consciência do que aconteceu", explicou.

O que diz a prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves disse que a criança apresentou um "mal-estar nas dependências da escola". Funcionários do colégio prestaram os primeiros socorros à Emanuelly, realizando as manobras de atendimento indicadas, enquanto as equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda não chegavam ao local.

Segundo a gestão municipal, o serviço de socorro demorou cerca de 15 minutos para chegar até a escola e os profissionais do Samu insistiram em manobras de reanimação por mais 40 minutos. Apesar dos esforços, a criança não resistiu e morreu no local.

Ainda na declaração oficial, a prefeitura se solidarizou com os familiares e amigos da criança, além de toda a comunidade escolar. A Secretaria de Educação de Ribeirão das Neves determinou a abertura de um processo de sindicância administrativa para a apuração interna do episódio.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

 

 

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