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Médica acusada de raptar bebê denuncia agressões em presídio de MG; Justiça investiga o caso

Detenta denunciou que vem sofrendo agressões físicas por outras internadas no interior da Penitenciária Professor João Pimenta Veiga, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro

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A médica Cláudia Soares Alves, acusada de raptar um bebê de um hospital e ré por mandar matar uma farmacêutica, denunciou ter sido agredida por outras detentas dentro da Penitenciária Professor João Pimenta Veiga, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A defesa da acusada apresentou a denuncia ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que pediu, nesta terça-feira (6), ao diretor da penitenciária que sejam apresentadas as imagens das câmeras de segurança que possam ter registrado as agressões.

A defesa também questionou a falta de autorização para que a detenta se desloque para atendimento psiquiátrico já pago pelos familiares dela nos últimos meses. Em resposta, a Justiça também solicitou que a detenta seja conduzida para a consulta com o psiquiatra. Foi solicitado, ainda, que a acusada seja encaminhada para avaliação médica pela própria equipe da unidade para exame de corpo de delito e possível tratamento médico. Ainda segundo a defesa, a detenta está com um furúnculo de grande proporções.

Segundo a Justiça, os pedidos devem ser adotados e informados em até 48 horas.

Denunciada por dois crimes, a defesa tenta, desde junho, anular a pronúncia de Cláudia pela morte de uma farmacêutica em Uberlândia. O pedido foi negado em 1° instância, mas a defesa entrou com recurso e o caso ainda é analisado.

A Itatiaia questionou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) sobre as denúncias agressões contra a detenta, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Entenda o que foi pedido pelo TJMG ao diretor da Penitenciária Professor João Pimenta Veiga

  • Apresente um relatório detalhado sobre as alegadas agressões que a ré Cláudia Soares Alves teria sofrido, informando as datas e horários das ocorrências, as internas envolvidas e as medidas administrativas já adotadas;
  •  Informe a atual localização e alojamento da ré, esclarecendo as providências tomadas para garantir sua segurança e integridade física, incluindo eventual separação das demais internas que representem risco;
  • Encaminhe a ré para avaliação médica pela equipe médica da unidade, com a realização de exame de corpo de delito caso sejam constatadas lesões, registrando e fotografando eventuais achados, bem como para exame e tratamento de outras doenças físicas alegadas pela custodiada;
  • Apresente o prontuário médico integral da ré, a relação de todos os atendimentos de saúde a ela prestados desde seu ingresso na unidade e, se o caso, o tratamento medicamentoso que lhe é atualmente ministrado, esclarecendo, especificamente, sobre o andamento para a realização do atendimento psiquiátrico especializado;
  • Proceda à imediata preservação das imagens de todas as câmeras de videomonitoramento que possam ter registrado as agressões ou a rotina da custodiada nos dias dos fatos, mantendo-as à disposição deste juízo.
  • Providencie a condução de Cláudia Soares Alves à consulta com seu médico psiquiatra, custeada por seus familiares, autorizando sua saída sob escolta na data a ser marcada pelo profissional responsável, mediante comprovação da designação do dia, hora e local a serem previamente informados pela Defesa.

Relembre o caso

Por volta de meia-noite do dia 22 de julho de 2024, uma recém-nascida foi levada da ala da maternidade por uma mulher — que usava jaleco e máscara de proteção — e se passou por médica da unidade. Conforme a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra a unidade de saúde, a médica entrou no local com crachá institucional

A mulher falou com a mãe que levaria a bebê para se alimentar, uma vez que, de acordo com a própria mãe, ela estava tendo dificuldade para amamentar. Por acreditarem que a suspeita realmente era pediatra, a mãe e o pai permitiram que a bebê fosse levada.

Horas depois, a sequestradora e a criança foram encontradas em Itumbiara, em Goiás, cerca de 134 km da cidade onde o crime ocorreu. Ainda segundo as investigações, o crime foi premeditado e a neurologista planejou o sequestro meses antes.

“Ela divulgou, falsamente, para familiares e amigos que estava grávida; comprou enxoval para bebês e procurou, em outros estados da federação, crianças aptas a serem adotadas ilegalmente por ela, utilizando, nessa última conduta, de fraude e aliciando pessoas vulneráveis para entregarem seus recém-nascidos”, informou a corporação.

A médica também é ré por ter planejado matar Renata Bocatto Derani em 2020 para ficar com a filha dela, fruto do relacionamento anterior de Renata com o ex-marido de Cláudia.

O momento em que Renata foi abordada por um homem armado na porta da farmácia onde trabalhava foi registrado por câmeras de segurança. A vítima foi atingida por vários disparos e morreu no local, no dia 7 de novembro de 2020.

A Itatiaia entrou em contato com a defesa da suspeita mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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