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Médica suspeita de mandar matar farmacêutica em MG irá a júri popular

Cláudia Soares Alves é apontada como a mandante do assassinato de Renata Bocatto Derani

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A Justiça de Minas Gerais decidiu que a médica Cláudia Soares Alves, suspeita de mandar matar uma farmacêutica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2020, irá a júri popular. Um homem, que também participou do crime, também será julgado pelo Tribunal do Júri.

Segundo a decisão, emitida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, Cláudia é apontada como mandante e o homem é o executor do homicídio.

O crime

As investigações apontaram que Cláudia teria planejado matar Renata Bocatto Derani para ficar com a filha dela, fruto do relacionamento anterior de Renata com o ex-marido de Cláudia.

Câmeras de segurança registraram o momento em que Renata foi abordada por um homem armado na porta da farmácia onde trabalhava. A vítima foi atingida por vários disparos e morreu no local, no dia 7 de novembro de 2020.

Relação da vítima com a médica

De acordo com a Polícia Civil, Cláudia se casou com o ex-marido de Renata, mas o relacionamento durou cerca de dois meses. O homem decidiu se separar ao perceber que a médica apresentava comportamentos obsessivos e demonstrava o desejo de assumir a maternidade da filha dele com Renata.

Durante o relacionamento, Renata chegou a proibir o ex-marido de ter contato com a filha caso ele estivesse acompanhado da médica. Após a separação, Cláudia teria planejado o assassinato da farmacêutica para ficar com a criança.

Sequestro de recém-nascido de uma maternidade

Esta não é a primeira vez que Cláudia se envolve em um crime. Em 2024, ela chegou a ser indiciada após sequestrar um recém-nascido em uma maternidade também em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Disfarçada de pediatra, ela convenceu a mãe a entregar o bebê sob o pretexto de alimentá-lo e tentou registrar a criança como filha, usando documentos falsos.

Cláudia foi indiciada por falsidade ideológica e tráfico de pessoas e estava em liberdade desde março de 2025. Segundo os investigadores, a médica não demonstrava remorso e apresentava comportamento obsessivo em relação à maternidade.

"Ficou evidente que essa mulher tem uma fixação em ser mãe de uma menina. Desde os fatos, ela buscava assumir o papel de mãe da filha da vítima e chegou a fazer denúncias falsas para tentar tirar a guarda da criança" explicou o delegado.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.