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Julgamento de réu por matar sargento Roger Dias tem data definida

O crime ocorreu em 5 de janeiro de 2024 no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte de BH

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Julgamento de réu por matar sargento Roger Dias tem data definida • Redes sociais/ reprodução

O julgamento de Welbert de Souza Fagundes, réu por matar o sargento Roger Dias, foi marcado para o dia 9 de novembro deste ano. A sessão deverá ocorrer no plenário da 2ª Presidência do Tribunal do Júri de Belo Horizonte às 8h30.

A data do julgamento consta em decisão assinada, nesta quarta-feira (14), pela Juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva. Na decisão, a magistrada também manteve a prisão preventiva de Welbert.

Em julho deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o recurso do réu contra a sentença que determinou que ele fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Welbert foi pronunciado pelo 2° Tribunal do Júri Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no dia 11 de dezembro de 2025.

O crime envolvendo o acusado ocorreu em 5 de janeiro de 2024 no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte da capital mineira. Na ocasião, Welbert estava de saída temporária, conhecida como “saidinha”, de uma penitenciária.

Welbert de Souza Fagundes poderá responder por homicídio qualificado por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, tentativa de assegurar a impunidade de outro delito e crime contra agente de segurança pública no exercício da função. O réu também será julgado por tentativa de homicídio contra o policial militar Raphael Henrique Ferreira Lopes, qualificado por tentativa de assegurar a impunidade de outro crime e por atentado contra agente de segurança pública no exercício da função.

Além disso, o juiz pronunciou o acusado por crime de porte e ilegal de arma de fogo.

Relembre o crime

O crime, que ganhou grande repercussão, ocorreu em 5 de janeiro, no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte de BH. Segundo o Ministério Público (MPMG), tudo começou quando a polícia recebeu a informação de que dois homens armados, em um Fiat Uno prata roubado, circulavam pela cidade. O carro era dirigido por Geovanni Faria de Carvalho, com Welbert no banco do passageiro.

Os policiais tentaram parar o veículo, mas Geovanni não obedeceu e fugiu em alta velocidade. Durante a perseguição, ele bateu em uma motocicleta e atropelou um homem, que foi arremessado para cima do carro. Mesmo assim, continuou dirigindo até bater em um poste. A vítima foi socorrida e sobreviveu.

Após a batida, Welbert e Geovanni fugiram a pé. Na sequência, o sargento Roger Dias encontrou Welbert e ordenou que ele se rendesse. Nesse momento, Welbert tirou uma arma do bolso e atirou na cabeça do policial. Mesmo com o sargento caído, fez outro disparo.

Outro militar tentou intervir, mas também foi alvo de tiros — que não o atingiram. Ele revidou e baleou Welbert, que foi preso no local com a arma usada. O sargento Roger Dias chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Enquanto isso, a polícia continuou as buscas por Geovanni. Ele foi encontrado escondido na laje de um comércio e atirou contra quatro policiais, mas errou todos os disparos. Mesmo ferido após o revide, conseguiu correr para uma mata próxima, onde acabou preso. De acordo com a denúncia, os ataques tiveram o objetivo de evitar a prisão pelo roubo do carro.

Geovanni Faria de Carvalho, acusado de participar da morte do sargento Roger Dias e de tentar matar outros policiais em 2024, foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão em regime fechado.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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