Justiça nega novamente pedido de liberdade para diarista ré por matar casal de idosos em BH
Paola Stefany Neto Cirino é ré por latrocínio e outros crimes. Vítimas são Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino. Ela é ré pelo latrocínio — roubo seguido de morte — de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, e por outros crimes. Paola Stefany foi presa em 1º de julho, dois dias após o crime. O acórdão foi juntado ao processo principal nessa terça-feira (13).
A decisão de negar o recurso apresentado pela defesa da ré foi proferida pelo desembargador Valladares do Lago. Os desembargadores Eduardo Brum e Doorgal Borges de Andrada se manifestaram de acordo com o relator.
Diante da decisão, o advogado Bruno Correa Lemos, que representa Paola Stefany Neto Cirino, afirmou: “A defesa continuará atuando de forma técnica e responsável, visando à defesa dos direitos e garantias da acusada, em estrita observância à Constituição Federal de 1988, especialmente aos princípios da ampla defesa e do devido processo legal”.
Paola Stefany Neto Cirino é ré por latrocínio — roubo seguido de morte — por duas vezes, com agravantes de uso de meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e pelo crime ter sido praticado contra pessoas idosas. Além disso, pode responder por adulteração de provas, manipulação da cena do crime para dificultar a perícia e por uso fraudulento de cartões bancários das vítimas.
Em 6 de agosto deste ano, a Justiça já havia negado o pedido de habeas corpus para a ré. Na ocasião, a decisão foi da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.
Relembre o caso
Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.
A diarista estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. De acordo com a denúncia, durante o almoço, ela bateu comprimidos de Clonazepam no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.
Segundo a denúncia, a ré matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte.
Paola Stefany foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas, no dia 1º de julho.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.



