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Após pedreiro viajar 2 mil km para encontrar mulher de IA, PBH divulga alerta e orientações

Edimar Rocha Martins, de 49 anos, veio do Maranhão até a capital mineira acreditando que viveria com uma mulher que conheceu na internet; o vídeo na verdade era de IA

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Pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos / mulher que prometia vida a dois em uma fazenda de Minas • Itatiaia

Após a grande repercussão do caso do pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, que viajou mais de 2 mil quilômetros para encontrar uma mulher criada por inteligência artificial (IA), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) divulgou informações sobre o serviço de atendimento a migrantes em situação de vulnerabilidade social. O órgão também publicou um vídeo com orientações sobre o acolhimento oferecido na capital.

“Tem coisa pior do que uma solidão, né? A solidão é tristeza, desânimo, depressão. Eu vim, mas não encontrei a pessoa que estava prevista”, disse Edimar em vídeo publicado pela prefeitura nas redes sociais.

O pedreiro saiu de Imperatriz, no Maranhão, acreditando que iria morar com a mulher por quem se apaixonou pela internet. Ele chegou a Belo Horizonte no domingo (11), mas descobriu que ela não existia no mundo real. O perfil com o qual interagia usava inteligência artificial para gerar respostas automáticas.

Sem dinheiro para retornar, a passagem de volta foi providenciada na terça-feira (13), um dia depois de o pedreiro procurar a Itatiaia para pedir ajuda. O benefício foi concedido pela Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante, serviço da PBH.

“Estão pagando a passagem para mim, né? Da prefeitura. E estou voltando para minha terra natal agora, Tocantins”, afirmou o pedreiro no vídeo.

Como funciona o atendimento ao migrante em BH?

Assistir vídeo:

A Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante atende pessoas em situação de migração e vulnerabilidade social. O serviço oferece orientação, proteção social e, quando necessário, acolhimento provisório para adultos e famílias.

Entre os atendimentos disponíveis estão assistência imediata, alimentação, orientação sobre direitos, transporte e articulação com a rede de proteção social.

A unidade também pode conceder passagens para que pessoas em situação de vulnerabilidade retornem à cidade de origem ou se desloquem para locais onde tenham vínculos familiares, comunitários ou uma rede de apoio.

Quando necessário, também pode ser oferecida uma vaga de acolhimento de curta duração no próprio imóvel.

O serviço é voltado a migrantes em trânsito, pessoas recém-chegadas sem recursos financeiros ou rede de apoio e pessoas que enfrentam situações de risco pessoal, social ou violação de direitos. Entre os públicos atendidos estão idosos, mulheres, famílias com crianças, pessoas adoecidas e pessoas com deficiência.

Onde procurar atendimento?

Pessoas que se enquadram no perfil podem procurar diretamente a unidade. O atendimento também pode ocorrer por encaminhamento de serviços da rede municipal, do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), de outras políticas públicas ou de órgãos de defesa de direitos.

  • Endereço: Rua Espírito Santo, 594, Centro de Belo Horizonte.
  • Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.

Terceiro caso semelhante em BH

O caso de Edimar é o terceiro episódio semelhante registrado em Belo Horizonte em menos de seis meses. Em junho, um idoso saiu de Roraima e viajou à capital mineira após acreditar em vídeos de uma falsa namorada. Em agosto, outro idoso, vindo de Manaus, também foi à cidade depois de interagir com vídeos de uma mulher que prometia emprego.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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