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Acusado de matar sargento Roger Dias tem recurso contra júri popular negado

Welbert de Souza Fagundes foi pronunciado pelo 2° Tribunal do Júri Sumariante da Comarca de Belo Horizonte no dia 11 de dezembro

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Welbert de Souza Fagundes, de 26 anos, é acusado de disparar várias vezes à queima-roupa contra sargento da Polícia Militar em Belo Horizonte • Reprodução / redes sociais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o recurso de Welbert de Souza Fagundes, acusado de matar o sargento Roger Dias, contra a sentença de pronúncia que determinou que ele fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A data do julgamento ainda não foi anunciada.

O réu foi pronunciado pelo 2° Tribunal do Júri Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no dia 11 de dezembro de 2025. O caso envolvendo o acusado aconteceu em 5 de janeiro de 2024 no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte da capital mineira. Na data do crime, Welbert estava de saída temporária, conhecida como “saidinha”, de uma penitenciária.

Welbert de Souza Fagundes vai responder por homicídio qualificado por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, tentativa de assegurar a impunidade de outro delito e crime contra agente de segurança pública no exercício da função.

O réu também vai responder por tentativa de homicídio contra o policial militar Raphael Henrique Ferreira Lopes, qualificado por tentativa de assegurar a impunidade de outro crime e por atentado contra agente de segurança pública no exercício da função.

Além disso, o juiz pronunciou o acusado por crime de porte e ilegal de arma de fogo.

Relembre o crime

O crime, que ganhou grande repercussão, ocorreu em 5 de janeiro, no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte. Segundo o Ministério Público (MPMG), tudo começou quando a polícia recebeu a informação de que dois homens armados, em um Fiat Uno prata roubado, circulavam pela cidade. O carro era dirigido por Geovanni, com Welbert no banco do passageiro.

Os policiais tentaram parar o veículo, mas Geovanni não obedeceu e fugiu em alta velocidade. Durante a perseguição, ele bateu em uma motocicleta e atropelou um homem, que foi arremessado para cima do carro. Mesmo assim, continuou dirigindo até bater em um poste. A vítima foi socorrida e sobreviveu.

Após a batida, Welbert e Geovanni fugiram a pé. Na sequência, o sargento Roger Dias encontrou Welbert e ordenou que ele se rendesse. Nesse momento, Welbert tirou uma arma do bolso e atirou na cabeça do policial. Mesmo com o sargento caído, fez outro disparo.

Outro militar tentou intervir, mas também foi alvo de tiros — que não o atingiram. Ele revidou e baleou Welbert, que foi preso no local com a arma usada. O sargento Roger Dias chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Enquanto isso, a polícia continuou as buscas por Geovanni. Ele foi encontrado escondido na laje de um comércio e atirou contra quatro policiais, mas errou todos os disparos. Mesmo ferido após o revide, conseguiu correr para uma mata próxima, onde acabou preso. De acordo com a denúncia, os ataques tiveram o objetivo de evitar a prisão pelo roubo do carro.

Geovanni Faria de Carvalho, acusado de participar da morte do sargento Roger Dias e de tentar matar outros policiais em 2024, foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão em regime fechado.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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