Homem vira réu após ser acusado de matar namorada na Savassi, em BH
Adalton Martins Gomes está preso sob a suspeita de matar Giovanna Neves Santana Rocha no apartamento dela na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte

O Tribunal de Justiça (TJMG) tornou, nesta sexta-feira (11), Adalton Martins Gomes réu pela acusação de matar a namorada, Giovanna Neves Santana Rocha, que faleceu aos 22 anos.
Giovanna foi encontrada morta no apartamento dela na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro. Adalton foi preso temporariamente em 15 de maio, apontado como o autor do crime.
Na decisão, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de BH, também manteve a prisão preventiva do réu. Adalton Martins Gomes deve apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias.
Nessa quinta (10), o Ministério Público (MPMG) ofereceu denúncia contra o homem e considerou que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e de modo a dificultar a defesa da vítima.
"Motivado pelo interesse no patrimônio da vítima e por sentimento de posse, o denunciado a atacou e causou sua morte por asfixia. "Após o crime, ele permaneceu no apartamento e passou a alegar, para familiares e amigos da vítima, que ela teria cometido suicídio e que ambos viviam em união estável", afirmou.
A denúncia, assinada pela promotora de Justiça Ana Gabriela Brito Melo Rocha, apontou que o relacionamento do casal "se desenvolveu de forma rápida" e foi marcado por "comportamento controlador, violento e possessivo por parte do acusado".
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, o laudo de necropsia indiciou que houve asfixia por sufocação direta, e o namorado passou a ser tratado como suspeito.
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Defesa se posiciona
Por outro lado, o advogado de Adalton, Maikon Vilaça, afirmou: "Nós discordamos dos elementos postos em desfavor do nosso cliente, confiamos na sua inocência, temos elementos, provas que comprovam a inocência do cliente".
"Fizemos a contratação da melhor equipe de assistentes técnicos, de peritos, para que possamos discutir o laudo. O laudo do IML tem uma interpretação dúbia, e essa interpretação vai ser discutida com as nossas 'quesitações'. E temos elementos fortes que comprovam a inocência do nosso cliente", acrescentou.
Ele afirmou ainda que o suspeito contribuiu com elementos para a investigação e que irá prestar declarações no momento adequado para esclarecer todos os fatos.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



