Empresária suspeita de desviar dinheiro para gastos luxuosos tem decisão sobre soltura adiada
Em audiência de custódia nesta quinta-feira (27), o juiz deu mais 24h para análise do caso e decretou sigilo do processo que investiga desvio milionário liderado por Samira Bacha

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu acatar o pedido do Ministério Público (MP) e adiou em 24 horas a decisão sobre os empresários presos suspeitos de desviar R$ 35 milhões na Grande BH. A empresária Samira Bacha é considerada a 'cabeça' do esquema criminoso.
Durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (27), cinco acusados foram ouvidos e requerimentos foram feitos tanto pela defesa dos acusados, quanto pelo Ministério Público.
Por essa razão, o juiz estipulou um prazo de 24 horas para que o MP tenha acesso aos autos do inquérito e após essa manifestação decidir sobre a custódia dos acusados, que seguem presos. A nova audiência deve ocorre nesta sexta-feira (28).
Presos em 'Operação Dubai'
Na terça-feira (25) a Polícia Civil deflagrou a chamada ‘Operação Dubai’, onde foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e outros 17 de busca e apreensão em Nova Lima. A ação investiga um esquema criminoso que desviou mais de R$35 milhões e incluía viagens a Dubai para lavagem de dinheiro.
Segundo a PC, a 'cabeça' do esquema é a empresária Samira Bacha, de 40 anos. Além de Samira foram detidos mais quatro suspeitos, entre eles o irmão Leonardo Bacha, que seria responsável por utilizar e “descarregar” os cartões de crédito, criados de forma ilegal.
A dona da joalheria que Samira revendia as joias compradas em Dubai também foi presa e se encontra no mesmo presídio que a suposta mandante do esquema.
A Itatiaia entrou em contato com o advogado de Samira, Luiz Aguiar Botelho, que não quis comentar sobre o caso.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



