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'Devia levar tudo, mas deixar os dois', desabafa irmã sobre morte de casal por diarista em BH

Cláudio Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde, de 76, foram assassinados com mais de 50 facadas no bairro São Pedro; missa de sétimo dia foi realizada neste sábado (4) em Itabirito

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'Devia levar tudo, mas deixar os dois', desabafa irmã sobre morte de casal por diarista em BH
Irmã caçula de idosa morta a facadas desabafou na missa de 7° dia • Itatiaia | Reprodução

Familiares e amigos se reuniram neste sábado (4), em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, para a missa de sétimo dia do casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Os idosos foram brutalmente assassinados a facadas pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O casal foi encontrado morto na última terça (30).

A autora confessou o crime, ocorrido na última segunda-feira (29). A investigação da Polícia Civil comprovou que Paola dopou o casal antes de desferir pelo menos 50 golpes de faca contra as vítimas para roubar pertences do imóvel.

Abalada, a irmã caçula de Maria Clotilde, Isabela Maciel, conversou com a Itatiaia após a cerimônia religiosa e expressou a dor que devastou a família.

"Muito difícil. A minha irmã era uma pessoa maravilhosa, cuidou da nossa mãe, e o Cláudio era um irmão para mim. Isso acabou com a nossa família. Se ela queria dinheiro e joias, por que não dopou mais e levou tudo? Mas ela fez o que fez. Levou os bens materiais e a vida dos dois de maneira cruel. Ela devia ter levado tudo, mas deixado os dois", desabafou Isabela.

Reconhecimento e clamor por justiça

Durante o relato, a irmã relembrou o perfil generoso do casal e um momento marcante que viveu durante o velório, realizado no Cemitério Parque da Colina, na capital.

"Pessoas de bem, que trabalharam tanto para construir a vida deles. Cláudio era um patrão maravilhoso. No dia do velório, uma senhora chegou perto de mim e perguntou se eu era da família. Quando eu disse que era a irmã caçula, ela falou: 'Queria te abraçar pela irmã e pelo cunhado que você tinha, porque trabalhei com eles como faxineira'. Ela me deu um abraço tão carinhoso. É uma dor que eu não sei explicar".

Apesar do trauma, Isabela elogiou a rápida atuação das forças de segurança, mas revelou o sofrimento diário que enfrenta desde a perda trágica dos parentes.

"A gente espera justiça, sim. A polícia está fazendo um trabalho maravilhoso e dando a resposta que a família e o povo querem. Agora, vamos ver como vai ser o resto. Eu estou tomando remédio para dormir, estou meio fora do ar. Quando eu fecho o olho, eu vejo minha irmã e ele no caixão. É muito triste, não desejo isso para ninguém", concluiu.

A autora do crime segue presa e o caso continua sob investigação da Polícia Civil, que apura o latrocínio (roubo seguido de morte).

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.