Perícia confirma que idosos mortos por diarista foram dopados com clonazepam
Em entrevista à Itatiaia, Vinicius Mitre, o primo de Maria Clotilde que indicou Paola para o trabalho confirmou que a mulher fazia uso do mesmo medicamento

A Itatiaia apurou que a perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encontrou clonazepam, medicamento tarja preta que causa sonolência diurna, e perda de reflexos, no sangue de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, encontrados mortos no apartamento onde moravam no bairro São Pedro.
Os dois foram brutalmente assassinados pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que confessou o crime. Em seu primeiro dia de trabalho, nesta segunda (29) ela dopou e matou o casal de idosos com pelo menos 50 facadas.
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Mulher usava medicamentos para dormir

Em entrevista à Itatiaia, Vinicius Mitre, o primo de Maria Clotilde que indicou Paola para o trabalho, contou que a mulher trabalhava para ele desde outubro de 2025. E após uma viagem para Argentina, Paola voltou com comportamento estranho e fazendo uso de medicamentos.
Paola disse para o patrão que tomava vários comprimidos de clonazepam para dormir.“Eu falava pra ela: Paola, você tá exagerando, você tá tomando isso sem prescrição médica”, contou.
O relato do primo bate com a dinâmica do crime:
Na hora do almoço Paola colocou os comprimidos para bater no liquidificador junto com um suco, bebido pelo casal. Pouco tempo depois Maria Clotilde dormiu na sala enquanto Cláudio Atala dormiu no quarto.
No momento em que ambos estavam sonolentos ela vai até a suíte para tentar furtar objetos. Chegando no quarto ela percebe que o idoso não estava completamente adormecido, se assusta, vai até a cozinha e pega a faca.
Cláudio foi atingido 40 vezes, mais que o dobro de vezes que a esposa. Em seguida Paola tentou asfixiar a idosa de 76 anos, mas ao notar que Maria Clotilde permanecia com sinais vitais a diarista também ataca a idosa com 15 golpes de faca.
Ao todo, os dois foram esfaqueados pelo menos 50 vezes. Após cometer o crime, a mulher trocou de roupa e tomou banho no apartamento. Ao sair do imóvel às 15h de segunda, a suspeita entrou em um carro de alto padrão que já estava estacionado próximo ao prédio a cerca de 15 minutos.
O casal foi encontrado morto no dia seguinte, na tarde de terça-feira (30). Segundo o sobrinho das vítimas, Henrique Maciel, o filho estranhou a ausência do advogado no trabalho e foi até o apartamento onde encontrou o corpo dos pais.
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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.




