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Ciclone-bomba vai passar por Minas Gerais? Veja onde o fenômeno deve causar impactos no estado

Inmet explica onde o ciclone-bomba pode causar impactos e como fica a previsão para os próximos dias

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Ciclone-bomba vai passar por Minas Gerais Veja onde o fenômeno deve causar impactos no estado
Ciclone-bomba vai passar por Minas Gerais Veja onde o fenômeno deve causar impactos no estado • Foto: Divulgação | MetSul | Inmet

Com o avanço do ciclone-bomba, diversos estados do Brasil estão em alerta para ventos de mais de 120 km/h durante esta sexta-feira (7) e o sábado (8). De acordo com a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes, em Minas Gerais, os principais efeitos devem ser sentidos em algumas regiões do estado, com possibilidade de temporais, ventos fortes e granizo.

Segundo ela, especialmente no Sul de Minas, Triângulo Mineiro, Oeste e Zona da Mata: “E essa frente, ao se aproximar de Minas, tende a acelerar os ventos, né? Também no Triângulo Mineiro, no Oeste, no Sul e na Zona da Mata.”

Já no site do Inmet, constam pelo menos 11 estados de todo o Brasil em alerta de vendaval. Em Minas, são mais de 400 cidades em "Perigo Potencial", com ventos variando entre 40 km/h e 60 km/h.

Para Belo Horizonte, que aparece na lista, a previsão é de uma tarde mais ventosa, mas sem grandes transtornos. “Aqui na capital, a gente deve ter ventos um pouco mais fortes na tarde desta sexta-feira, mas da ordem aí de 40 km. Vai ser uma tarde mais ventosa, mas, é, sem transtornos, sem danos para a população, tá?”

Segundo Anete, o ciclone-bomba não deve atuar diretamente sobre a capital mineira. Os efeitos esperados estão relacionados à frente fria formada pelo sistema.

“Mas não vai chegar a afetar Belo Horizonte. Nós teremos uma tarde mais ventosa, mas é um efeito mínimo perto do que esse tipo de sistema pode causar.”

O que é o ciclone-bomba?

A meteorologista explicou como ocorre a formação de um ciclone-bomba e quais são os impactos provocados pelo fenômeno. Segundo ela, antes de entender o chamado “ciclone-bomba”, é preciso compreender o funcionamento de um ciclone extratropical.

De acordo com a especialista, o ciclone extratropical se forma quando uma área de baixa pressão se intensifica e cria um centro com pressão ainda menor. Esse tipo de sistema é comum principalmente entre o Sul do Brasil, Argentina e Uruguai, podendo provocar ventos fortes, chuvas intensas, granizo e até tornados.

“Nisso, ela parte ali do Paraguai com o norte da Argentina, prolonga-se em direção ao leste ou sudeste, ou seja, ou para o Brasil ou ali pela Argentina mesmo. E essa área de baixa mais forte, ou seja, que tem um centro de pressão, é, com pressão bem mais baixa, o que nós chamamos de ciclone extratropical.”

Anete Fernandes explica que o ciclone passa a ser classificado como “bomba” quando ocorre uma queda muito rápida da pressão atmosférica em seu centro.

“Quando a gente tem uma queda abrupta ainda maior da pressão no centro dessa baixa, que foi o que aconteceu ontem no Rio Grande do Sul. Então, a baixa se formou a partir do momento em que ela chegou ao oceano. Então, a gente chama de ciclone-bomba quando você tem uma queda de 24 hPa, que é o que a gente usa para medir pressão, em 24 horas.”

Segundo a meteorologista, apesar de o ciclone-bomba ter se intensificado sobre o oceano, o sistema ainda provocou impactos no continente, principalmente no Rio Grande do Sul, com ventos fortes e registro de tornados.

“Então, quando você tem uma queda muito abrupta dessa pressão no centro do ciclone extratropical, que já é essa área de baixa forte, ele vira um ciclone-bomba. E aí ele potencializa os efeitos de um ciclone extratropical que já é, normalmente, muito danoso.”

Ela destaca que o fenômeno também influenciou a formação de uma frente fria, responsável pelo avanço das instabilidades para outras áreas do país.

“O ciclone em si, ele não se desloca, ele não se deslocou para o Brasil. O que se deslocou foi a frente fria que ele gerou. E essa frente que ele gerou trouxe condição de chuva até São Paulo”, finalizou.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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