'Causa da morte parece obscura', diz defesa de sargento indiciado por morte de capitã da PM
Defesa falou pela primeira vez à Itatiaia

A defesa do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, suspeito de matar a capitã da Polícia Militar Michele Leão, em julho deste ano, falou pela primeira vez à Itatiaia e afirmou que a causa da morte da capitã "parece obscura". Além disso, para a defesa, existem "questões a serem esclarecidas".
"O laudo está muito bem feito, muito bem fundamentado, mas a defesa entende que há ainda algumas questões a serem esclarecidas com relação a qual do eventual trauma teria sido a causa eficiente da morte. Existe uma circunstância muito importante, que é o fato de não haver qualquer tipo de fratura craniana. Então, a causa da morte para nós ainda parece um pouco obscura", disse o advogado André Myssior.
Outra questão citada pelo advogado é relacionada às lesões causadas pela prática sexual da qual eles eram adeptos, que costuma deixar vestígios. "É uma questão a ser esclarecida no curso da ação penal, o que cada lesão significa, qual a origem e a relação, se é que há, dessas lesões com o óbito da Michelle", afirmou.
Eduardo Abner foi indiciado por feminicídio majorado, tráfico de drogas, fraude processual e lesão corporal. Essa última está relacionada a um episódio ocorrido antes da morte de Michelle.
O crime
Michele morreu em 20 de julho de 2026, em circunstâncias suspeitas, dentro de uma cobertura localizada no bairro Palmares, na região Nordeste de Belo Horizonte. Eduardo Abner está preso desde a época do crime.
A investigação apontou como causa da morte de Michele um politraumatismo contuso provocado por objetos contundentes. O resultado da investigação foi incluído no inquérito encaminhado ao Ministério Público, que agora deverá analisar o material produzido pela Polícia Civil e decidir sobre as próximas medidas no caso.
Com a conclusão da investigação, o inquérito sobre a morte da capitã Michele Leão Azevedo foi enviado ao Ministério Público, que deverá avaliar as provas e os indiciamentos apresentados pela Polícia Civil. Eduardo Abner permanece preso enquanto o caso avança nas instâncias responsáveis pela análise e eventual responsabilização criminal.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.




