Homem que confessou ter matado a namorada no bairro Camargos, em BH, vira réu
André Júnio Silva de Carvalho confessou ter matado Stifanie Ribeiro Firmino Silva

André Júnio Silva de Carvalho, que confessou ter matado a namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, virou réu pelo crime. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri - 1º Sumariante da comarca de Belo Horizonte, aceitou a denúncia e manteve a prisão preventiva de André. A decisão é dessa quinta-feira (27). O crime ocorreu em julho deste ano no bairro Camargos, na Região Oeste da capital mineira.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou André por feminicídio com as agravantes de ter sido cometido por asfixia, em contexto de violência doméstica e familiar, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo fútil. Além disso, ele foi denunciado por destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele — previsto no artigo 211.
De acordo com a denúncia, André Júnio Silva de Carvalho matou a namorada Stifanie Ribeiro Firmino da Silva, de 35 anos, no dia 16 de julho deste ano. O crime ocorreu no bairro Camargos, Região Oeste de BH.
Em nota, a defesa de André Júnio Silva de Carvalho afirmou que “apresentará a devida resposta à acusação no momento processual oportuno, ocasião em que serão requeridas diligências complementares necessárias ao pleno esclarecimento dos fatos”. O réu é representado legalmente pelas advogadas Ana Carolina Arantes Gonçalves, Catharine Vieira Cordeiro e Kaetany Christian Silva Dias.
A defesa argumentou ainda que “a produção de novas provas periciais mostra-se necessária para esclarecer eventuais lacunas quanto à dinâmica dos fatos e assegurar o adequado exercício da ampla defesa e do devido processo legal”. Além disso, a defesa reafirmou “absoluto respeito à dignidade e à memória da vítima”.
O crime
“No dia 20 de julho de 2026, por volta das 11h07, no mesmo local, o denunciado André Júnio Silva de Carvalho, de forma consciente e voluntária, ocultou o cadáver da vítima, mantendo o corpo escondido dentro do apartamento durante vários dias, com as janelas fechadas, aplicação de aromatizante para reduzir o odor e se passou pela vítima perante pessoa que procurava por ela”, consta na denúncia do MPMG.
Conforme o documento, André e Stifanie se conheceram em junho deste ano, ocasião em que começaram a conversar e passaram a morar juntos após convite da mulher. No dia do crime, após uma discussão, Stifanie determinou que o homem se mudasse do apartamento. Diante disso, André asfixiou a vítima até a morte.
“Na sequência, o denunciado André Júnio Silva de Carvalho cobriu o corpo da vítima e, para evitar que o odor chamasse a atenção de vizinhos, fechou as janelas e jogou aromatizantes pelo quarto, permanecendo no apartamento”, consta na denúncia. No dia 20 de julho, o réu pegou o telefone de Stifanie e respondeu mensagens de uma vizinha se passando pela vítima.
“A vizinha estranhou o teor das mensagens, ocasião em que acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local e encontrou a casa revirada e o corpo da vítima deitado sobre a cama, em avançado estado de decomposição”.
Depois de cometer o feminicídio, André fugiu do local e roubou pertences da vítima, como uma mala, um creme, duas cobertas, dois travesseiros, um cobertor, um tablet e um aparelho de audição.
Réu preso
No dia 21 de julho, André se entregou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e foi preso em flagrante. Na ocasião, ele confessou ter cometido o crime.
Em agosto deste ano, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza negou o pedido da defesa de André para realização do exame de sanidade mental.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.



