Caso Alice: Justiça suspende audiência que ouviria réus e adia sessão para abril
Começou nesta terça-feira (10) a primeira audiência judicial que apura a morte da mulher trans Alice Martins Alves, espancada em Belo Horizonte

A Justiça de Minas Gerais realizou nesta terça-feira (10) parte da primeira audiência que apura a morte de Alice Martins Alves, mulher trans espancada por garçons em Belo Horizonte.
A sessão começou às 13h30 no 1º Tribunal do Júri Sumariante de BH, no Barro Preto, na Região Centro-Sul. O cronograma previa o depoimento de 14 testemunhas, sendo oito de acusação e seis de defesa, incluindo o pai da vítima.
No entanto, a sessão foi suspensa após o Ministério Público (MPMG) solicitar a oitiva de uma testemunha que não havia sido devidamente intimada.
A juíza Ana Carolina Rauen adiou para o dia 9 de abril o depoimento dessa última testemunha de acusação, além das oitivas das seis testemunhas de defesa e o interrogatório dos réus.
Além disso, a juíza abriu prazo para o MPMG se manifestar sobre o pedido de liberdade para o réu Arthur Caique Benjamin de Souza, solicitado pela defesa dele.
Arthur Caique participou da sessão por videoconferência. William Gustavo de Jesus do Carmo responde ao processo em liberdade e compareceu presencialmente no tribunal.
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Em entrevista à Itatiaia, Tiago Lenoir, advogado da família de Alice, afirmou esperar que os réus “sejam pronunciados e, depois, levado a júri popular e condenados a uma pena robusta”.
O Ministério Público (MPMG) denunciou a dupla por feminicídio praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



