Casal suspeito de matar jovem na Grande BH passa por audiência de custódia nesta quinta (22)
Samuel Castro de Melo, de 18 anos, e Carla Luísa da Silva, de 23 anos, são acusados de matar Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Samuel Castro Melo, de 18 anos, e Carla Luísa da Silva, de 23, vão passar por audiência de custódia, nesta quinta-feira (22), às 17h, na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O casal é suspeito de envolvimento na morte da jovem Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota. O corpo da jovem, que ficou desaparecida por 12 anos, foi encontrado nessa quarta-feira (21) em uma área de mata no município.
O casal nega que tenha matado a jovem. De acordo com a Polícia Militar (PMMG), uma adolescente de 15 anos relatou à polícia que esteve com o casal no dia em que Beatriz desapareceu e indicou o local onde o corpo estaria enterrado. A perícia encontrou a vítima em uma cova, com as mãos amarradas para trás por um pedaço de arame. A causa da morte ainda depende de laudo médico-legal.
Segundo o relato da adolescente à polícia, os dois chegaram em um Volkswagen Up branco, que seria de propriedade do pai de Samuel. Ela entrou no veículo e, posteriormente, Beatriz também foi chamada para acompanhá-los. A adolescente contou que Samuel dirigia, Carla estava no banco do passageiro e ela ocupava o banco traseiro. Beatriz entrou no carro e se sentou ao lado dela.
A jovem disse que esperou entre 30 minutos e uma hora até que os dois retornassem ao veículo, mas Beatriz não voltou com eles. No caminho de volta, de acordo com o depoimento registrado pela polícia, Samuel permaneceu em silêncio e Carla apresentou um comportamento que a adolescente considerou suspeito. Ela afirmou que passou a acreditar que algo grave havia acontecido com Beatriz.
A adolescente indicou aos investigadores o local onde o carro teria ficado estacionado. O pai dela a acompanhou durante o deslocamento.
Casal rebate acusação da Polícia Civil
O advogado de Samuel Castro Melo, de 18 anos, suspeito de matar Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27, afirmou que, se o jovem teve participação no crime, foi sem saber o que estava acontecendo. O corpo da vítima foi encontrado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em uma área de vegetação em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta quarta-feira (21).
Em entrevista à Itatiaia, o advogado Dracon Cavalcante contou que o suspeito havia marcado de sair com uma menina de 15 anos no dia em que o crime ocorreu. Ainda segundo a defesa, a adolescente tinha um desentendimento com Beatriz Vitória.
“Eles estavam saindo de um bar para ir para um lugar para ficarem sozinhos apenas os dois. Nesse caminho, nesse trajeto, encontrou com essa Beatriz. Ela pediu para o Samuel parar o carro. Ele parou o carro e ela agarrou a Beatriz e colocou dentro do carro”, disse.
Ainda segundo o advogado, a adolescente pediu para o suspeito parar em um determinado local, onde teria saído com Beatriz.
“Ele parou e elas começaram a discutir as duas. Ele falou bem claro no depoimento dele, que não entraria nessa, porque o BO não era dele. Virou as costas e entrou no carro. Ela entrou sozinha e ele perguntou: ‘O que que aconteceu? Cadê a menina? E ela falou assim: "Ah, ela vai sozinha depois’. E aí, ele pensou que ela tinha batido nessa Beatriz e foi embora”, explicou.
O jovem nega, ainda, a participação de Carla Luiza da Silva, de 23 anos, no crime. A mulher foi presa nesta quarta-feira (21) depois que o corpo da vítima foi encontrado. Segundo o advogado Dracon Cavalcante, Carla seria namorada de Samuel e moraria com ele. A advogada da suspeita de participar do assassinato também negou que a cliente tenha participado do crime.
"Como defesa, eu não posso falar muito no momento. Até porque escolhi para minha cliente manter o direito ao silêncio, o direito dela constitucional, para que todos os fatos sejam esclarecidos. Ela terá o direito ao contraditório, à ampla defesa e o direito à presunção de inocência. Até então, ela nega os fatos. Nós optamos por ela manter o silêncio. E tudo será esclarecido durante a instrução processual", detalhou Tatiany.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.




