Capitão preso por agredir ex-mulher ameaçou dar ‘mais de 30 tiros’ após pedido de divórcio

Segundo BO, soldado da corporação relatou agressões físicas, ameaças de morte, controle do celular e do carro, além de episódios em que o militar teria tentado mantê-la sedada

Capitão preso por agredir ex-mulher ameaçou dar ‘mais de 30 tiros’ após pedido de divórcio

Preso suspeito de agredir a ex-esposa, uma soldado da Polícia Militar, o capitão da PM não aceitava o fim do casamento e pedido de divórcio, em setembro de 2025. As informações constam no boletim de ocorrência da corporação. Segundo o registro policial, um dos episódios de agressão aconteceu enquanto a vítima fazia uma chamada de vídeo com familiares. Nesse momento, o capitão teria tomado o telefone da mão dela e desligado o aparelho. Em seguida, a agrediu com um soco no rosto e um chute nas pernas.

O casal ficou junto por 11 anos e segundo a vítima, o militar disse que daria “mais de 30 tiros” e que o caso viraria “estampa de jornal”. Ele também teria ameaçado interromper o casamento da irmã da vítima e tirar a própria vida depois de matá-la.

O documento também aponta que o suspeito trancava a mulher dentro de casa e misturava medicamentos em sucos para deixá-la sedada, dificultando que ela mantivesse contato com a família. Em um dos episódios, a vítima precisou de atendimento no Hospital da Polícia Militar (HPM), em Belo Horizonte, mas, por medo, inicialmente não contou que havia sido agredida.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o capitão também teria colocado um rastreador GPS no carro da vítima, clonado o celular dela e passado a monitorar as mensagens, chegando a responder contatos como se fosse a própria vítima.

Em depoimento, a mulher relatou ainda que foi obrigada a retirar o DIU (Dispositivo Intrauterino) e levada pelo ex-marido a uma clínica de fertilização contra a própria vontade. Para evitar uma gravidez forçada, ela contou que passou a tomar anticoncepcional escondido durante o trabalho.

O capitão da Polícia Militar já possui registros anteriores, incluindo violência psicológica em 2025 e perturbação da tranquilidade em 2021, segundo os registros policiais.

O que diz a PM?

Em nota, a PM confirmou a prisão do policial, nessa sexta-feira (6), após denúncias de violência doméstica. A prisão foi efetuada em ação conjunta da Corregedoria, do Serviço de Inteligência, da Diretoria de Operações (DOP), do 16⁰ e 65º Batalhões de Polícia Militar e pela 1ª CIA PM Independente de Prevenção à Violência Doméstica.

“No dia 04/03/26, a vítima procurou o quartel da PM em Santa Maria do Suaçuí, relatando sofrer violência doméstica por parte do seu ex-companheiro. Imediatamente, foi confeccionado o registro da ocorrência policial e orientações para medidas protetivas de urgência”, diz a nota.

A PMMG também iniciou operação preventiva, reforçando o policiamento na região de Santa Maria do Suaçuí, em especial com patrulhamento intenso na residência da família da vítima. No dia 06/03/26, data da prisão, o Juízo da 2ª Vara Criminal e Violência Doméstica da Comarca de Santa Luzia expediu mandado de prisão preventiva contra o policial militar, tendo em vista o risco iminente à vida da vítima. A ordem judicial foi cumprida de imediato pela corporação. O policial militar encontra-se à disposição da Justiça”, destaca o texto, que reforça ainda: “A Polícia Militar de Minas Gerais reafirma seu compromisso com a legalidade, transparência e proteção à mulher”.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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