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BH: instrutor de tiro que matou amigo no Anel Rodoviário vai a júri popular

Ruy Gomes da Silva é réu por homicídio duplamente qualificado contra Cléber Augusto Esteves

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Ruy Gomes da Silva, de 48 anos, já foi citado em quase 30 boletins de ocorrência
Ruy Gomes da Silva já foi citado em quase 30 boletins de ocorrência • Montagem: Imagens cedidas à Itatiaia / Oswaldo Diniz | Itatiaia

A Justiça de Minas Gerais decidiu levar a júri popular o instrutor de tiro Ruy Gomes da Silva, réu pelo assassinato do amigo Cleber Augusto Esteves, cometido no fim de agosto de 2023 no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. A Itatiaia apurou que a decisão foi pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal Sumariante de Belo Horizonte. Ruy é acusado de homicídio duplamente qualificado (“motivo fútil” e “emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido”) (relembre o caso no fim da matéria).

Na decisão, o magistrado cita a informação de que Ruy esteve com o amigo Cléber em uma churrascaria na avenida Raja Gabaglia, onde acabaram se desentendendo. “O denunciado deixou a churrascaria em direção a sua residência e, em certo ponto da Av. Raja Gabaglia, a vítima parou a seu lado, em um semáforo. O denunciado avançou o sinal e a vítima passou a persegui-lo, dizendo que iria matá-lo”, cita um trecho do documento.

Segundo o documento, Ruy despistou a vítima, foi até em casa e pegou uma arma. Cléber perseguiu Ruy e, momentos depois, os dois acabaram se encontrando no Anel Rodoviário, onde o acusado fez os disparos contra a vítima, que morreu pouco depois. Em seu depoimento, Ruy confirmou que a arma dele era de uso restrito e confessou que não sabia se Cléber estava armado ou não.

Com a decisão, Ruy foi pronunciado ao julgamento perante o Tribunal do Júri Popular, em data que ainda será definida. O acusado segue em prisão domiciliar desde fevereiro de 2024 e vai continuar assim, devendo respeitar as medidas cautelares impostas pela Justiça, como o recolhimento residenciam em período integral e o monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira eletrônica.

Relembre o caso

O assassinato que fechou o sentido Rio de Janeiro do Anel Rodoviário de Belo Horizonte no começo da manhã do dia 25 de agosto envolve crise de ciúmes e discussão entre amigos em uma churrascaria na região Oeste de Belo Horizonte. A vítima é Cleber Augusto Esteves, 38 anos, que estava no estabelecimento com a namorada e amigos. Ele foi morto a tiros na altura do bairro Bonsucesso, região do Barreiro.

Ainda conforme a PM, Cleber teve uma crise de ciúmes e não queria deixar a namorada ir embora. Um amigo, que é instrutor de tiros, interveio e disse que a mulher iria permanecer no estabelecimento somente por vontade própria. Um vídeo filmado pelo próprio suspeito mostra os últimos momentos de vida de Cleber.

Ficha longa

O instrutor de tiros suspeito de matar Cleber Augusto Esteves no Anel Rodoviário, na madrugada desta sexta-feira (25), tem um longo histórico de passagens policiais. Um levantamento feito pela Itatiaia mostra que o homem de 48 anos já foi citado em quase 30 boletins de ocorrência por crimes variados, como lesão corporal, ameaça e estelionato. Veja os detalhes.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.