BH amplia acesso à educação infantil e permite cadastro de bebês ainda na gestação
Município já atende mais de 40 mil crianças de até 3 anos e recebeu inscrições de 640 gestantes para o ano letivo de 2026

Gestantes residentes em Belo Horizonte já podem cadastrar os filhos, ainda durante a gravidez, para concorrer a vagas na educação infantil da rede municipal. A iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) busca antecipar a demanda por creches e Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), permitindo melhor planejamento da oferta antes mesmo do nascimento dos bebês.
Nos últimos anos, a capital mineira ampliou a política de educação infantil com a criação de 6,1 mil novas vagas em tempo integral. Atualmente, a rede municipal conta com cerca de 320 unidades, entre escolas próprias e instituições parceiras, atendendo mais de 40 mil crianças de zero a três anos.
Dados do Censo Escolar de 2025 apontam que Belo Horizonte alcançou cobertura de 63% no atendimento às crianças dessa faixa etária, índice acima da média nacional, de 41%, e superior à meta de 60% prevista no novo Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando a demanda formal registrada no Cadastramento Escolar de 2026, o município afirma atender 93,17% das solicitações por vagas.
Cadastro pode ser feito em qualquer fase da gestação
O cadastramento escolar para a educação infantil é aberto anualmente no segundo semestre e pode ser realizado por gestantes em qualquer período da gravidez. A rede municipal atende crianças a partir dos quatro meses de idade. Após o nascimento do bebê, as famílias precisam atualizar os dados da criança em link disponibilizado pela prefeitura. A matrícula pode ser efetivada a partir do quarto mês de vida.
Para o ano letivo de 2026, a PBH recebeu o cadastro de 640 gestantes. Até o momento, 89 crianças já foram encaminhadas para vagas em creches parceiras ou em EMEIs com atendimento de berçário.
Segurança e apoio às famílias
Mães contempladas destacam o impacto positivo da iniciativa na rotina familiar e na vida financeira. A contadora Géssica Dayane Fonseca, de 33 anos, afirma que o planejamento antecipado foi essencial para garantir segurança no retorno ao trabalho. “Ter um local seguro para deixar minhas filhas enquanto trabalho faz muita diferença na minha rotina e também na minha vida financeira. Eu não conseguiria pagar uma escola particular”, relata.
A psicóloga Kamila Rodrigues, de 36 anos, também considera o acesso à creche um fator de tranquilidade. “Ter a certeza de que não precisarei me endividar para garantir um local adequado para minha filha ficar enquanto trabalho me traz muita tranquilidade”, afirma.
Educação infantil fortalece rede de apoio
Além do cuidado e da segurança alimentar, as creches e escolas infantis oferecem atividades voltadas ao desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, os espaços também funcionam como suporte para as famílias, especialmente para as mães. A secretária municipal de Educação, Natália Araújo, destaca que o acesso à creche contribui para a empregabilidade feminina e reduz a sobrecarga materna.
“As mulheres conseguem retomar os estudos ou o trabalho com a segurança de que os filhos estão em um ambiente adequado e estimulante”, afirma. As unidades também contam com profissionais preparados para identificar dificuldades no desenvolvimento infantil e necessidades nutricionais, além de promover espaços de convivência e troca de experiências entre famílias.
Consulta de vagas
As vagas remanescentes na rede municipal podem ser consultadas no Portal da PBH, mediante informação do CEP, número da residência e etapa de ensino desejada. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail cadastroescolar.smed@edu.pbh.gov.br ou pelo telefone (31) 3277-8876, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
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