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Arsae classifica como 'inadmissível' queda de égua em adutora

A diretora Laura Serrano afirmou que a hipótese de uma abertura na estrutura da adutora é motivo de preocupação e será investigada

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Laura Serrano, diretora-geral da Agência Reguladora de Água e Energia de Minas Gerais (Arsae) • Imagens cedidas

A diretora-geral da Agência Reguladora de Água e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG), Laura Serrano, classificou como “inadmissível” a situação que permitiu a queda de uma égua em uma adutora do Sistema Rio das Velhas, da Copasa, causando a interrupção do abastecimento de água em cerca de 300 bairros de Belo Horizonte e da Região Metropolitana.

Em entrevista, Laura afirmou que a agência acompanha o caso desde o momento em que tomou conhecimento do incidente e que fiscais da Arsae irão monitorar os testes de qualidade da água antes da normalização completa do abastecimento.

“É uma situação bem preocupante, porque realmente o impacto é de afetar praticamente 300 bairros da Região Metropolitana. A gente está falando de uma amplitude muito grande”, afirmou.

Segundo a diretora, o animal já foi retirado do sistema e as áreas afetadas passaram por esvaziamento, desinfecção e sanitização antes da retomada do abastecimento.

“A Arsae está acompanhando isso de perto. Nos próximos dias, nossos fiscais estarão presencialmente acompanhando os testes de potabilidade da água para garantir que todos os indicadores sejam cumpridos e que a segurança da população seja preservada”, explicou.

Laura Serrano ressaltou que a água só pode voltar a ser distribuída se atender integralmente aos padrões definidos pelo Ministério da Saúde.

“A água não pode ser distribuída para a população se não estiver cumprindo os indicadores de potabilidade. É uma questão de segurança hídrica”, disse.

A diretora também afirmou que a hipótese de uma abertura na estrutura da adutora é motivo de preocupação e será investigada pela agência reguladora.

“Esse tipo de coisa é inadmissível. Durante as fiscalizações, a Arsae verifica justamente o gradeamento dos sistemas e o cercamento das áreas para impedir a entrada de animais ou qualquer outro tipo de material. Se havia uma abertura na adutora, isso é algo grave e está sendo apurado”, declarou.

Segundo ela, a Arsae regula atualmente 635 municípios mineiros e fiscaliza o atendimento prestado a cerca de 13 milhões de pessoas.

Privatização

Durante a entrevista, Laura Serrano comentou ainda sobre o papel da Arsae em meio às discussões sobre uma possível privatização da Copasa. Segundo ela, a função da agência permanece a mesma independentemente do modelo de gestão da companhia.

“Independentemente se a prestação é pública ou privada, o papel da regulação é garantir que o serviço chegue para as pessoas com qualidade e preço justo”, afirmou.

Ela destacou que a Arsae atua tanto na fiscalização quanto na definição de normas e no cálculo tarifário, buscando assegurar o acesso à água e ao esgoto inclusive em regiões sem viabilidade econômica, como áreas do Norte e do Vale do Jequitinhonha.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.