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Após reclamação de vizinho, Justiça determina que igreja pare de tocar o sino no interior de MG

O relógio da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Rio Espera, na Zona da Mata, não pode funcionar entre 0h30 e 4h15; igreja vai apresentar a defesa

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Decisão determina que acordo sobre relógio de igreja seja cumprido • Pixabay/ reprodução/ imagem ilustrativa

O barulho do sino de uma igreja foi parar na Justiça: de um lado, a Paróquia Nossa Senhora da Piedade, de Rio Espera, na Zona da Mata, em Minas Gerais; do outro, um vizinho da igreja que reclama dos badalos do equipamento tocados, inclusive, de madrugada — descumprindo as leis de silêncio.

Conforme informações reveladas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) divulgadas nessa quarta-feira (6), o cirurgião dentista ajuizou a ação afirmando que mora ao lado da paróquia e que sua família com duas crianças vem sendo perturbada pelo som do sino. Ele sustentou que, apesar de já ter sido firmado acordo com o pároco, as badaladas permanecem. Assim, ele requereu a interrupção do toque do sino durante a madrugada, limitando-o ao intervalo das 7h às 19h.

Diante disso, a juíza Célia Maria Andrade Freitas Corrêa, da 4ª Vara Cível da Comarca de Conselheiro Lafaiete, acatou parcialmente pedindo pela suspensão do relógio, determinando a suspensão do sino entre 0h30 e 4h15, como havia sido acordando anteriormente. Agora, a paróquia tem 15 dias para apresentar a defesa.

Nas redes sociais, no último sábado (1º), a paróquia se manifestou a partir de um documento assinado pelo padre Jackson de Souza Braga, réu na ação, dizendo que o mesmo tentou conciliar o funcionamento do relógio com o respeito às leis de silêncio inúmeras vezes para evitar seus badalos a noite e madrugada.

Contudo, segundo o padre,"trata-se de um relógio centenário, com uma mecânica complexa, sendo um trabalho atípico com a mistura de digital, elétrica e mecânica". Assim, ele alega a dificuldade para resolver o problema.

Ainda de acordo com a nota, o padre sugeriu que fosse feita a doação de um equipamento que permitiria o funcionamento dos sinos do relógio durante o dia, sem que tocassem à noite. "No entanto, apesar dos esforços para conciliar as necessidades envolvidas, não foi possível alcançar uma solução satisfatória para ambas as partes", disse. Enquanto o processo corre na justiça, o funcionamento do sino está suspenso. Confira a nota completa

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.