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Acusado de matar PM durante ‘saidinha’ vai passar por exame de insanidade mental

Welbert de Souza Fagundes, de 25 anos, disse que estaria “ouvindo vozes que o mandam fazer coisas ruins”; a Justiça de Minas Gerais acatou o pedido da defesa para que a sanidade mental do réu fosse analisada

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Foto mostra Welbert Fagundes e sargento Dias
Welbert segue preso desde o dia do crime • Reprodução

A Justiça de Minas Gerais determinou que o homem acusado de matar o sargento da Polícia Militar Roger Dias, em janeiro deste ano, seja submetido a um exame de insanidade mental. A defesa pediu que a sanidade de Welbert de Souza Fagundes, de 25 anos, fosse analisada após ele ele dizer que estaria ‘ouvindo vozes que o mandam fazer coisas ruins’. O pedido foi acatado pela juíza Rosângela de Carvalho Monteiro, da 7ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.

Agora, o réu deve passar primeiro pelo exame para que, então, o processo possa dar continuidade. Não há data prevista para que o réu seja julgado, até que a perícia seja feita. A audiência de instrução, que estava marcada para acontecer no dia 17 de maio, foi cancelada.

No dia 11 de janeiro, poucos dias após a morte do sargento Dias, Welbert se tornou réu por um furto qualificado cometido em julho de 2023. Poucas semanas depois, a Justiça aceitou a denúncia pela morte do PM e Welbert se tornou réu por homicídio triplamente qualificado contra o sargento Dias. Ele segue detido desde a época do crime na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

‘Vozes mandam fazer coisas ruins’

Em meados de março, Welbert foi ouvido por um psiquiatra na Nelson Hungria. Na consulta, o jovem relatou que sua medicação não tem surtido efeito, se queixou de insônia e revelou que ‘escuta vozes, tem visão espiritual, muitas vezes ruim…as vozes mandam fazer coisas ruins’.

Na mesma consulta, o psiquiatra anotou detalhes das supostas agressões sofridas por Welbert na cadeia: ‘policial o tira da cela, bate em sua cara, chuta sua perna, diz que ele matou polícia [...]. Relata estar sendo ameaçado pelos policiais, disseram que não bateria nele por ter atendimento hoje. Molharam sua casa, estão o perseguindo’.

Relembre o caso

A saidinha’, como é conhecida a saída temporária, ganhou relevância especial depois de um sargento da polícia militar ser baleado no dia 5 de janeiroO suspeito do crime é um homem que estava em saída temporária da cadeia. Welbert de Souza Fagundes é apontado como o responsável por disparar várias vezes à queima roupa contra a cabeça do sargento da Polícia Militar, Roger Dias da Cunha, no bairro Novo Aarão Reis, Região Norte de Belo Horizonte.

O Sargento Dias passou por duas cirurgias assim que foi socorrido ao Hospital João XXIII - uma para conter a pressão intracraniana e outra para conter o sangramento na perna, pois a bala atingiu uma artéria. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na noite do dia 7 de janeiro.

Suspeito estava foragido da ‘saidinha’

Welbert tem 18 boletins de ocorrência registrados contra ele, por crimes como roubo, ameaça e tráfico de drogas. O Ministério Público foi contra a saída dele do sistema prisional, mas o benefício foi concedido pela juíza da Vara de Execuções Penais de Ribeirão das Neves, Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy.

*Com informações de Célio Ribeiro

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.