A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) investiga a morte de um bebê de nove meses após a ingestão de veneno para ratos. A principal suspeita é a mãe da vítima, a tatuadora e cozinheira Giovanna Chiquinelli Marcatto, de 26 anos.
O caso aconteceu em Sapopemba, na Zona Leste do município de São Paulo, na noite da última terça-feira (26), quando Giovanna levou o filho para o Hospital Estadual da Vila Alpina após notar que ele não estava passando bem. A criança morreu na unidade.
O exame necroscópico constatou partículas de raticida nas vísceras do bebê, o que indica que o veneno teria sido ingerido cerca de três horas antes do óbito. O hospital contatou a polícia, que passou a investigar o caso.
Informações preliminares indicam que Giovanna teria dado a substância à criança. Em depoimento, ela afirmou que havia dado banana amassada ao filho por volta das 17h, e a polícia trabalha com a hipótese de que o veneno tenha sido misturado à fruta.
Giovanna morava sozinha com o filho e ninguém foi contatado entre o possível horário do envenenamento e o momento em que o bebê foi levado ao hospital, informou a PCSP.
Segundo a investigação, os horários da ingestão do raticida e da morte correspondem ao intervalo de três horas informado pelo médico legista. Ela foi presa logo após o depoimento e teve a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça de São Paulo.
O caso é apurado pelo 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), foram solicitados exames periciais, realizadas diligências na creche onde a criança estudava e feitas buscas tanto no imóvel da vítima quanto nas residências de familiares.
*Com Estadão Conteúdo